BEPA. Boletim Epidemiológico Paulista https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182 <div style="text-align: justify;"> <p>O BEPA. Boletim Epidemiológico Paulista, criado em 2004, é uma publicação da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). Com periodicidade anual de fluxo contínuo, tem principal interesse em produções técnico-científicas nas áreas de planejamento e execução das ações de promoção à saúde, prevenção e controle de quaisquer riscos, agravos e doenças, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A publicação tem o objetivo de estabelecer canal de comunicação entre as diversas áreas técnicas e instâncias do SUS, disseminando informações, promovendo atualização e aprimoramento dos profissionais e instituições, além de incentivar a produção de trabalhos técnico-científicos pelas redes de saúde pública e privada.</p> </div> Coordenadoria de Controle de Doenças - Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pt-BR BEPA. Boletim Epidemiológico Paulista 1806-423X <p> </p> <p> </p> Múltiplos efeitos da pandemia de Covid-19 no contexto do transplante de órgãos no Brasil e no mundo https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/39591 <p><strong>Introdução:</strong> Este artigo apresenta uma revisão literária do impacto dos transplantes de órgãos no contexto da pandemia de COVID-19. Esse contexto trouxe desafios significativos para os programas de transplantes em todo o mundo, afetando a disponibilidade de órgãos, a segurança dos receptores, dos doadores e de recursos médicos. <strong>Objetivos:</strong> &nbsp;realizar um levantamento dos aspectos relacionados aos impactos da pandemia de COVID-19 em torno do processo de transplantes. <strong>Método:</strong> Foi utilizado um levantamento bibliográfico nas bases do Pubmed, Scielo e Lilacs. <strong>Resultados:</strong> Foram encontrados 23 artigos no período de 2020 a fevereiro de 2023. Diante da emergência da situação provocada pela síndrome respiratória aguda causada pela COVID-19, houve ocupação de Unidades de Terapia Intensiva, gerando indisponibilidade de leitos para pacientes transplantados. O número de transplantes sofreu decréscimo diante dos impactos da pandemia de COVID-19. <strong>Conclusões:</strong> o surto de COVID-19 impactou os receptores de órgãos na diminuição de transplantes e doação de órgãos, repercutindo nos aspectos emocionais e psicológicos dos pacientes e nas suas famílias, bem como o desafio dos profissionais de saúde na garantia da continuidade dos procedimentos.</p> Camila Bianca Assunção Fonseca Karoline Silva Paes Raphael Angeli Barros Cardoso Mateus Vieira Gonçalves Mateus Henrique Candido Santiago Belarmino Dias Almeida Neves Gilberto Destefano Edlaine Faria Moura Villela Tamara Rodrigues Lima Zanuzzi Fábio Morato Oliveira Copyright (c) 1969 Fábio Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-01-17 2024-01-17 20 1 26 10.57148/bepa.2023.v.20.39591 Epidemiologia de doenças zoonóticas em cães e gatos atendidas em hospital veterinário da região de Araçatuba-SP https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/39327 <p>A epidemiologia é uma ferramenta de análise de doenças para explicação de fatores de casualidade aliados aos fatores ambientais, norteando assim, medidas de prevenção. O objetivo foi calcular as taxas de incidência de zoonoses em cães e gatos e identificar fatores de predisposição acerca de idade, raça e mês de ocorrência de animais atendidos em Hospital Veterinário de Araçatuba, SP, entre 2017 a 2019. A população canina apresentou taxa de incidência de Leishmaniose Visceral de 12,3%, 17,6% e 18,1 em 2017, 2018 e 2019, respectivamente. Também foi detectada Giardíase em cães em 2018, com uma taxa de incidência de 1,2%. A maioria dos cães acometidos com Leishmaniose Visceral e Giardíase tinham entre 1 a 3 e ≥ a 8 anos de idade, respectivamente, sem raça definida, sendo a maioria diagnosticados nos meses de outubro a março. Em felinos, foi detectado em 2017 e 2018, Esporotricose e Criptococose, respectivamente, com taxa de incidência de 3,3% para ambas e em 2019 foi detectada Giardíase com incidência de 3%. Os felinos com Esporotricose tinham de 1 a 3 anos, sem raça definida e diagnosticado em fevereiro de 2017. Em 2018 os felinos com Criptococose foram sem raça definida, entre 4 a 7 e ≥ a 8 anos com diagnóstico em dezembro, e em 2019 um felino com Giardíase, sem raça definida, com idade de 1 a 3 anos, diagnosticado no mês de março. Esses dados demonstram a necessidade de um projeto de conscientização com tutores de cães e gatos sobre zoonoses.</p> Maria Rita Melinsky Marin Juliana Galera Castilho Rafael Silva Cipriano Copyright (c) 2023 Maria Rita Melinsky Marin, Juliana Galera Castilho , Rafael Silva Cipriano https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-11-01 2023-11-01 20 1 15 10.57148/bepa.2023.v.20.39327 Desafios enfrentados na atenção básica de saúde no diagnóstico de depressão pós-parto https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/38924 <p><strong>Objetivo</strong>: Analisar o perfil dos profissionais atuantes na Atenção Primária em Saúde (APS) no cuidado a pacientes com Depressão Pós-Parto (DPP) e as principais dificuldades na realização do diagnóstico precoce. <strong>Método</strong>: Por meio de uma pesquisa observacional, aplicada, de caráter exploratório, abordagem quantitativa descritiva, com delineamento transversal, das informações colhidas através de questionário enviados por meio do aplicativo Google Forms, aos profissionais da APS, da região do Departamento Regional de Saúde de Araçatuba (DRSII). <strong>Resultado: </strong>Observa-se que 22,62% dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) permanecem na APS por 3 anos ou mais, enquanto 3,16% dos médicos, de 1 a 3 anos. Dos profissionais, 93,2% trabalham com protocolos de pré-natal, e destes, somente 33% são atualizados anualmente. Avaliando as consultas de pré-natal, 44,44% das gestantes com mais de 5 consultas retornam à Unidade Básica de Saúde (UBS) no puerpério. Dentre todas as categorias profissionais, 73,00% dos médicos se sentem aptos à realizarem orientações sobre a DPP. Cerca de 85% dos participantes da pesquisa identificaram os sintomas da doença e 18% o período do diagnóstico precoce corretamente. Atendimentos individuais e orientações às gestantes são realizados em 14,48% das práticas desenvolvidas pelos profissionais. Ademais, 91% dos profissionais nunca receberam capacitação a respeito do tema. <strong>Conclusão: </strong>Observou- se no estudo que há alta rotatividade dos profissionais da atenção primária de saúde, ausência do uso de protocolos de pré-natal atualizados e falta de conhecimento para a realização do diagnóstico precoce e preciso da DPP<strong>.</strong></p> Bruna Anjos Barbosa Silva Bruna Pelegrineli Dias Karina Ferreira Rodrigues Julia Brait Próspero Gomes Maria Heloisa Fonseca Sanches Lucila Bistaffa Paula Copyright (c) 2023 Bruna Anjos Barbosa Silva, Bruna Pelegrineli Dias, Karina Ferreira Rodrigues, Julia Brait Próspero Gomes, Maria Heloisa Fonseca Sanches , Lucila Bistaffa Paula https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-09-05 2023-09-05 20 1 23 10.57148/bepa.2023.v.20.38924 Estudo descritivo sobre a adesão às medidas individuais de prevenção para enfrentamento à pandemia de Covid-19 no Brasil https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/37488 <p><strong>Introdução:</strong> A pandemia de Covid-19 representa um desafio mundial em se tratando de contenção da transmissão através de medidas preventivas individuais de saúde. Assim, é de extrema importância analisar o panorama acerca da adesão de tais medidas visando-se reduzir a progressão do número de infectados pelo novo coronavírus. <strong>Objetivos:</strong> Analisar os níveis de aderência às medidas individuais de saúde no Brasil durante 06 meses após sua implementação em 16 de março de 2020 e correlacionar os dados obtidos com o comportamento individual e seu impacto na sociedade. <strong>Material e Métodos:</strong> Utilizando-se de um estudo descritivo do tipo seccional e de um breve questionário, veiculado de forma digital, foi avaliado como a população brasileira portou-se nos meses iniciais de pandemia em questão diante das recomendações individuais implantadas. <strong>Resultados:</strong> Verificou-se que 90% dos entrevistados convivem com outras pessoas em ambiente domiciliar, 54,5% relataram não usar máscara facial ao sair de casa e 29,4% dos voluntários informaram ter alguma doença adicional que é fator de risco para o novo coronavírus. <strong>Discussão:</strong> Observou-se um ambiente domiciliar coletivo e, possivelmente, potencializador da transmissão do SARS-CoV-2. Fatores como perda habitual da rotina e saúde física, econômica e mental tornaram-se empecilhos em relação à adesão às medidas individuais de saúde. Constatou-se ainda baixa adoção ao uso de máscara facial pelos brasileiros. <strong>Conclusão:</strong> O estudo permitiu compreender a viabilidade e a eficácia da implementação de medidas preventivas individuais de saúde em nível nacional e um melhor vislumbre acerca da pandemia atual e de surtos virais futuros.</p> Felipe Andrade Bandeira Juan Felipe Galvão Silva Fábio Morato Oliveira Edlaine Faria Moura Villela Copyright (c) 2023 Felipe Andrade Bandeira, Juan Felipe Galvão Silva, Fábio Morato Oliveira, Edlaine Faria Moura Villela https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-08-31 2023-08-31 20 1 17 10.57148/bepa.2023.v.20.37488 Avaliação de kits comerciais baseados em PCR multiplex em tempo real para diagnóstico de meningite bacteriana. https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/39209 <p>A meningite bacteriana (MB) continua sendo um problema mundial e uma grave ameaça à saúde pública. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho de três kits comerciais (ALLPLEX™ Meningitis-B Assay/Seegene Inc., Coreia do Sul; VIASURE™ <em>H.influenzae</em>, <em>N.meningitidis</em> &amp; <em>S.pneumoniae</em> Real Time PCR Detection Kit/CerTest Biotec, Espanha; XGEN™ Multi MB/Mobius Life Science, Brasil) para a detecção simultânea de <em>Neisseria meningitidis</em> (Nm), <em>Streptococcus pneumoniae</em> (Spn) e <em>Haemophillus influenzae</em> (Hi). O desempenho de três kits comerciais foi comparado com o ensaio molecular “in house” utilizado rotineiramente no Instituto Adolfo Lutz/SP/Brasil (IAL). Tanto os ensaios comerciais quanto os “in house” são baseados no ensaio de PCR multiplex em tempo real (mqPCR). O mqPCR padronizado pelo IAL (mqPCR/IAL) foi introduzido na rotina diagnóstica da MB desde 2010 e foi considerado teste de referência neste estudo. Um total de 100 amostras clínicas (líquido cefalorraquidiano= 62; soro= 38) foram testadas usando os três kits comerciais mqPCR em comparação com o ensaio mqPCR/IAL, sendo 93 positivas para Nm, Spn ou Hi e 7 negativas. Para amostras de DNA-CSF, os resultados dos kits ALLPLEX™, VIASURE™ e XGEN™ apresentaram alta concordância com o ensaio mqPCR/IAL, apresentando mais de 93% de concordância e índice Kappa entre 0,61 e 0,80. Para amostras de DNA-soro, apenas o kit VIASURE™ foi comparado com o ensaio mqPCR/IAL, apresentando 100% de similaridade de concordância e índice Kappa = 1. Todos os três kits provaram ser competentes para detecção qualitativa de Nm, Spn e Hi e podem ser utilizados no diagnóstico de rotina da MB.</p> Maria Gisele Gonçalves Fabio Takenori Higa Lucila Okuyama Fukasawa Gabriela Andrade Carvalho Bruno Silva Milagres Maristela Marques Salgado Copyright (c) 2023 Maria Gisele Gonçalves, Fábio Takenori Higa, Lucila Okuyama Fukasawa , Gabriela Andrade de Carvalho , Bruno Silva Milagres , Maristela Marques Salgado https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-05-12 2023-05-12 20 1 18 10.57148/bepa.2023.v.20.39209 Perfil clínico-epidemiológico de felinos domésticos notificados com esporotricose no município de São Paulo no ano de 2020 https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/38469 <p>A esporotricose é uma dermatozoonose causada por fungos do gênero <em>Sporothrix.</em> Estes fungos costumam estar presentes no meio ambiente, no solo e vegetação em decomposição. A infecção não zoonótica se dá por meio da inoculação traumática do agente etiológico durante o manuseio de solo contaminado, plantas ou matéria orgânica. Atualmente, essa ainda é uma via de transmissão possível, porém a transmissão zoonótica vem, crescentemente, se destacando, sendo a esporotricose humana, frequentemente, relacionada à arranhadura ou mordedura de animais, em especial o gato doméstico (<em>Felis catus</em>). Em São Paulo, a Divisão de Vigilância em Zoonoses (DVZ) e as Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS) são os órgãos da prefeitura responsáveis pela vigilância, prevenção e controle dessa zoonose. O objetivo do presente trabalho é traçar o perfil epidemiológico de felinos domésticos com esporotricose no município de São Paulo dos casos atendidos e/ou notificados no ano de 2020. Ao todo foram avaliadas 1.050 fichas de felinos, dos quais 653 tinham diagnósticos confirmados, destes 76% possuem livre acesso à rua. Felinos adultos, machos e não castrados, devido aos seus hábitos comportamentais e exploratórios, se mostram mais expostos à infecção. Quanto à localização anatômica das lesões fúngicas, as regiões de maior ocorrência foram: cabeça (58,35%), membro torácico (34,76%), corpo (28,33%) e focinho (27,72%).</p> Tadeu Campioni Morone Cardoso Valéria Gentil Tommaso Tamara Leite Cortez Juliana Anaya Sinhorini Paula Andrea Santis Bastos Copyright (c) 2023 Tadeu Campioni Morone Cardoso, Valéria Gentil Tommaso, Tamara Leite Cortez, Juliana Anaya Sinhorini, Paula Andrea Santis Bastos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-04-26 2023-04-26 20 1 14 10.57148/bepa.2023.v.20.38469 Influência das medidas de isolamento social pela Covid-19 nos criadouros de Aedes aegypti em domicílios do Estado de São Paulo https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/38743 <p>Introdução: O estudo objetivou analisar a distribuição de criadouros registrados nas atividades de avaliação do <strong><em>Aedes aegypti</em></strong> em alguns anos que antecederam e que se seguiram à pandemia de Covid-19 para verificar se as medidas de isolamento social impostas, que resultou em maior tempo de permanência da população nas residências, influenciou no comportamento dos indivíduos no que diz respeito aos cuidados relacionados a remoção de potenciais criadouros e, portanto, alterado o perfil e a quantidade de tipos de criadouros de <strong><em>Aedes aegypti</em></strong> no ano que se segue à pandemia de Covid-19. <strong>Metodo:</strong> Utilizou-se dados de criadouros do mosquito no período de 2015 a 2019, antes da pandemia de Covid-19 e o ano de 2021, período da pandemia. Comparou-se a proporção relativa de criadouros por imóvel do Estado de São Paulo em anos que antecederam a pandemia de COVID-19 com o ano de 2021 por região e total do estado. <strong>Resultados:</strong> Observou-se no estado de São Paulo, uma média de 2,5 criadouros por imóvel de 2015 a 2019 e 3,1 no ano de 2021. &nbsp;Os resultados mostram que não há diferença entre a distribuição dos criadouros nos anos comparados com o ano de 2021.<strong> Conclusão</strong>: Apesar das medidas restritivas de isolamento social imposta pela pandemia de Covid-19, não houve alteração na distribuição e na quantidade de criadouros por imóvel.</p> Gerson Laurindo Barbosa Cristiano Correa de Azevedo Marques Copyright (c) 2023 Gerson Laurindo Barbosa, Cristiano Marques https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-03-29 2023-03-29 20 1 17 10.57148/bepa.2023.v.20.38743 Fatores de risco e de proteção para as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/39522 Luciane Duarte Mirian Matsura Shirassu Marco Antonio Moraes Copyright (c) 2023 Luciane Duarte, Mirian Matsura Shirassu, Marco Antonio Moraes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-09-13 2023-09-13 20 1 23 10.57148/bepa.2023.v.20.39522 Desafios e contribuição do Laboratório de Imunologia Celular do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo nos primeiros anos da epidemia de AIDS no Brasil https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/39498 <p>No ano em que se comemora 40 anos da implantação do primeiro Programa de AIDS em São Paulo, não poderia deixar de relatar os desafios e a contribuição concedida pelo Laboratório de Imunologia Celular do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo, no período que antecedeu a identificação e o isolamento do HIV; portanto, quando não havia testes disponíveis no mercado nacional e internacional para o diagnóstico laboratorial sorológico e molecular desta infecção/doença. O perfil imunológico celular dos 111 primeiros casos suspeitos de AIDS de São Paulo foi avaliado pela contagem de linfócitos T e B, subpopulações de linfócitos T (T4 e T8), cálculo da razão T4/T8, e teste de proliferação de linfócitos (cultura de linfócitos) após estímulo com mitógenos e antígeno PPD. Os resultados obtidos mostraram um perfil imunológico celular característico dos casos de AIDS: leucopenia, linfopenia, diminuição do número de linfócitos T4 e aumento de T8, inversão da relação T4/T8, e resposta diminuída de proliferação de linfócitos frente à mitógenos e PPD, corroborando resultados laboratoriais dos casos de AIDS publicados pelo CDC de Atlanta, EUA. Posteriormente, o laboratório dedicou-se ao diagnóstico de infecção perinatal pelo HIV, padronizando a técnica de secreção induzida de anticorpos <em>in vitro</em> (IVIAP), capaz de detectar anticorpos anti-HIV produzidos por linfócitos B de crianças infectadas, diferenciando-os daqueles passivamente adquiridos da mãe durante a gestação. A IVIAP mostrou alta sensibilidade e especificidade, podendo ser usada no diagnóstico de infecção pelo HIV em crianças com mais de dois meses de idade.</p> Adele Caterino-de-Araujo Copyright (c) 2023 Adele Caterino-de-Araujo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-08-10 2023-08-10 20 1 21 10.57148/bepa.2023.v.20.39498 Implantação da rede laboratorial para realização do ensaio de liberação de interferon-gama (IGRA) para detecção de tuberculose latente no Estado de São Paulo: primeiros passos e desafios https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/38785 <p>A Tuberculose (TB) continua sendo um grande desafio para a saúde pública mundial e, para um controle eficiente, também é essencial identificar pessoas com tuberculose latente (ILTB). O ensaio de liberação de interferon gama (IGRA), incorporado pelo SUS em 2021, permitirá ampliar o diagnóstico de ILTB, em complemento a prova tuberculínica. Para essa implantação, as coordenações do Programa Estadual e da Rede de Laboratórios de TB/SP iniciaram a identificação de executores do IGRA a partir da rede de laboratórios de TB e/ou CD4, para verificar possíveis barreiras para implantação do teste. Foram avaliadas a infraestrutura laboratorial, disponibilidade de equipamentos, insumos e profissionais para execução do ensaio. Dez laboratórios avaliaram amostras de sangue total com o kit Quantiferon®-TB Gold Plus e relataram sua experiência quanto à logística de amostras, execução do ensaio e liberação de laudos. Para otimizar o exame, a coleta ocorreu em tubos heparinizados (sódio ou lítio). Foi sugerida a logística da rede de laboratórios de CD4, que foi utilizada por 20% dos laboratórios participantes, enquanto que 50% optaram pelo agendamento. Não foram reportadas dificuldades na liberação de laudo. Dois laboratórios avaliaram o número de células T CD4+ prévio e no momento do IGRA, observando diferença em 10% dos pacientes, fator que pode ser relevante na análise do resultado. Ao todo, foram analisadas 383 amostras, 81 (21,1%) reagentes, 297 (77,5%) não reagentes e cinco (1,3%) indeterminados. Foi observada grande variação de positividade (3,6-50,0%) entre os laboratórios, possivelmente devido à população atendida. Apesar dos desafios encontrados, consideramos que a taxa média de positividade (~20%) sugere que a oferta do IGRA na rede pública possibilitará o aumento do diagnóstico de ILTB e melhor controle da TB.</p> Marisa Ailin Hong Paula Ordonhez Rigato Ana Angélica B Portela Lindoso Marjorie Assis Golim Andréia Moreira Santos Carmo Andrea Gobetti Coelho Bombonatte Beatriz Gomes Carreira Sartori Claudio Sousa Soares Paulo Inácio Costa Lucilene Tenorio Bezerra Garcia Francisco Hideo Aoki Noemia Orii Sunada Amanda Maria Jesus Bertani Erica Chimara Copyright (c) 2023 Marisa Ailin Hong, Paula Ordonhez Rigato , Ana Angélica B Portela Lindoso , Marjorie Assis Golim , Andréia Moreira Santos Carmo , Andrea Gobetti Coelho Bombonatte , Beatriz Gomes Carreira Sartori , Claudio Sousa Soares, Paulo Inácio Costa , Lucilene Tenorio Bezerra Garcia , Francisco Hideo Aoki , Noemia Orii Sunada , Amanda Maria Jesus Bertani , Erica Chimara https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-06-06 2023-06-06 20 1 14 10.57148/bepa.2023.v.20.38785 Escutando quem ouve: uma experiência de escuta às equipes de Ouvidoria da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/38450 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo aborda a iniciativa da Ouvidoria Geral do SUS da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo em implementar o Projeto de Promoção de Saúde Mental à Rede de Ouvidorias do SUS durante a pandemia de coronavírus. A partir de webconferências com temas como processo de trabalho foi percebido que havia outras demandas relacionadas a aspectos emocionais. A pandemia acentuou o estado de alerta, estresse e a sensação de imprevisibilidade e para tanto, poder colocar em circulação esses afetos por meio de escuta qualificada, não só aplicada ao cidadão atendido pela Ouvidoria, mas também para os profissionais da Rede de Ouvidorias, possibilitou levantar alguns dados sobre o perfil e efeitos da prática dessa escuta.</span></p> André Luiz de Lima Farias Juliana Agnes Luizetto Patrícia Camargo Ferreira Copyright (c) 2023 André Luiz de Lima Farias, Juliana Agnes Luizetto, Patrícia Camargo Ferreira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-06-02 2023-06-02 20 1 20 10.57148/bepa.2023.v.20.38450