A utilização da história da ciência e da investigação no ensino de ciências em espaços de educação não formal

Autores

  • Adriano Dias de Oliveira Supervisor de educação em museus do Instituto Butantan – Museu de Microbiologia; Mestre em Ensino de Ciências e pós- -graduando (doutorado).
  • Claudia Akemi Saito Educadora do Museu de Microbiologia do Instituto Butantan, graduada em ciências biológicas.
  • Ianna Gara Cirilo Educadora do Museu de Microbiologia do Instituto Butantan, graduada em ciências biológicas.
  • Poliana Friolani Educadora do Museu de Microbiologia do Instituto Butantan, graduada e pós- -graduanda em ciências biológicas (mestrado).

DOI:

https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2014.v10.33914

Palavras-chave:

Natureza da Ciência (NOS), ensino por investigação, doença de Chagas,, educação não formal

Resumo

Muitos autores legitimam o ensino por investigação em razão do seu potencial de promover a construção do conhecimento científico pelo próprio aluno. Um processo investigativo envolve fatores e habilidades como a realização de observações, proposição de hipóteses, uso de ferramentas para coleta, análise e interpretação de dados, proposição de respostas, explicações e a comunicação dos resultados. Um dos modos de articular o ensino investigativo com a natureza da ciência tem sido explorado por Allchin (2013). Os trabalhos desse autor focam a maneira como o professor deve desenvolver habilidades para ensinar sobre a natureza da ciência (NOS). Neste trabalho discorremos sobre as  especificidades de uma atividade investigativa elaborada na perspectiva da NOS no Museu de Microbiologia do Instituto Butantan. A forma como esses elementos encontram-se organizados evidencia quais são os limites e as potencialidades do uso dessas metodologias em espaços não formais de ensino.

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Publicado

2014-12-31

Como Citar

Oliveira, A. D. de, Saito, C. A., Cirilo, I. G., & Friolani, P. (2014). A utilização da história da ciência e da investigação no ensino de ciências em espaços de educação não formal. Cadernos De História Da Ciência, 10(2), 13–31. https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2014.v10.33914