Os documentos cartoriais na história da Farmácia e das Ciências da Saúde

Autores

  • Betânia Gonçalves Figueiredo Professora do Departamento e da Pós-graduação em História. Pós-Doutora Sênior CNPq. Universidade Federal de Minas Gerais.
  • Deyse Marinho de Abreu Mestre em História. Historiadora e bolsista Fapemig. Scientia & Technica – Grupo de Teoria e História da Ciência e da Técnica-Fafich/UFMG.

DOI:

https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2010.v6.35777

Palavras-chave:

Documentos cartoriais, Boticas/farmácias, saberes e práticas de cura, História das ciências da saúde

Resumo

Tem sido cada vez mais comum a utilização de documentos cartoriais para a investigação de temáticas da área da história econômica, social e cultural. Entretanto, algumas destas fontes têm se mostrado também relevantes para os estudos da história das ciências da saúde. Os inventários, as contas testamentárias e avaliações de bens de médicos, boticários, práticos da saúde e de moribundos da região de Minas Gerais dos séculos XVIII e XIX, apresentam uma gama de informações referentes aos equipamentos, livros, fórmulas e medicamentos. Tais fontes podem indicar como era o trabalho do farmacêutico, o conhecimento sobre a ciência e as práticas de cura do período. Este artigo faz um levantamento daquilo que é encontrado nestes documentos e demonstra a possibilidade de uso para a contribuição nos estudos da história da farmácia e das ciências da saúde, ao abrir sendas para novas visões e objetos de pesquisa, mas, sobretudo, ao permitir conhecer os saberes de cura e o espaço de boticas.

Referências

Abreu, DM. Arte boticária: Uma análise a partir de boticários e boticas da Comarca do Rio das Velhas na segunda metade do século XIX. Dissertação de Mestrado– Fafich/UFMG, Belo Horizonte, 2006.
Bock, CE. Atlas Completo da Anatomia do Corpo Humano. Tradução Theodoro Langgaard. RJ: Eduardo e Henrique Laemmert, 1853.
Chernoviz, PLN. Diccionario de Medicina Popular e das sciencias acessorias. 5ª edição. Pariz: Em Casa do Autor, 1878. vol. 1 e 2.
Chernoviz, PLN. Formulário e Guia médico. 10ª edição. Pariz: Roger & Chernoviz, 1879.
Coelho, RS. O Erário Mineral divertido e curioso. In: FERREIRA, LG.; FURTADO, JF. (org.) Erário Mineral. RJ: FIOCRUZ, 2002. p.156-157. Corbin, A. Saberes e Odores: o olfato e o imaginário social nos séculos XVIII e XIX. SP: Cia das Letras, 1987. p. 270-275.
Edler, FC; Ferreira, LO; Fonseca & MRF da. A Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro no século XIX: a organização institucional e os modelos de ensino. In: DANTES, MAM. Espaços da Ciência no Brasil: 1800-1930. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2001.
Ferreira, LG. Erário Mineral. FURTADO, J. F(Org) – BH: Fundação João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e Culturais; RJ: FIOCRUZ, 2002. Vol.1 e 2
Figueiredo, BG. As farmácias no século XIX em Minas Gerais. In: STARLING, Heloísa M.M; GERMANO, Lígia B.P.; SCHIMIDT, Paulo (orgs.). Farmácia: ofício & história. Belo Horizonte: Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais, 2005. p.15-62.
Furtado, JF. Boticários e boticas nas Minas do Ouro. In: STARLING, Heloísa M.M; GERMANO, Lígia B.P.; SCHIMIDT, Paulo (orgs.). Farmácia: ofício & história. Belo Horizonte: Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais, 2005. p.63-104.
Porter, R. O que é doença? IN: PORTER, R. Cambridge – Historia Ilustrada da Medicina. RJ: Livraria e Editora Revinter, 2001.
Shorter, E. Cuidados Primários. In: PORTER, R. Cambridge – Historia Ilustrada da Medicina. RJ: Livraria e Editora Revinter, 2001.
Silva, De Plácido. Vocabulário jurídico. Rio de Janeiro: Forense, 2006.
Weatherall, M. Tratamento por drogas e surgimento da Farmacologia. In: PORTER, R. Cambridge – Historia Ilustrada da Medicina. RJ: Livraria e Editora Revinter, 2001.

Downloads

Publicado

2010-06-30

Como Citar

Figueiredo, B. G., & Abreu, D. M. de. (2010). Os documentos cartoriais na história da Farmácia e das Ciências da Saúde. Cadernos De História Da Ciência, 6(1), 9–26. https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2010.v6.35777