O desenvolvimento da política científica e tecnológica na Primeira República (1889-1930): uma análise a partir dos institutos de pesquisa paulistas e federais

Autores

  • Jefferson de Lara Sanches Júnior Mestrando em Política Científica e Tecnológica do Departamento de Política Científica e Tecno-lógica - Instituto de Geociências Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Bolsista CAPES. Graduado em História – UNESP/Assis

DOI:

https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2012.v8.35824

Palavras-chave:

História da Ciência e Tecnologia, História do Brasil Republicano, Institutos de Pesquisa, São Paulo, cafeicultura

Resumo

A Proclamação da República em 1889 trouxe a descentralização política, transferindo o poder decisório para os estados. Durante esse período, o estado de São Paulo passou por um considerável desenvolvimento econômico que também se refletiu na constituição de sua política de ciência e tecnologia, destacando-se a criação de institutos de pesquisa em saúde pública e agricultura, como o Instituto Bacteriológico e o Instituto Biológico. Vemos também que a ação preponderante do governo central realizada ao longo do Império se arrefeceu durante a Primeira República, centrando suas ações no Distrito Federal e na criação de institutos de saúde pública, como o Instituto de Manguinhos. Frente a esse cenário, propomos nesse estudo a análise do panorama científico e tecnológico de São Paulo e do governo federal durante a Primeira República através de seus institutos de pesquisa, destacando as continuidades e rupturas existentes entre ambos.

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Publicado

2012-06-30

Como Citar

Sanches Júnior, J. de L. (2012). O desenvolvimento da política científica e tecnológica na Primeira República (1889-1930): uma análise a partir dos institutos de pesquisa paulistas e federais. Cadernos De História Da Ciência, 8(1), 107–124. https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2012.v8.35824