Da intuição às políticas públicas: a jornada para incorporação do Método Canguru no cuidado ao recém-nascido de baixo peso

Autores

  • Tereza Setsuko Toma é médica pediatra, doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora científica V e coordenadora do Núcleo de Análise e Projetos de Avaliação de Tecnologias de Saúde do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.52753/bis.2012.v13.33706

Palavras-chave:

Método Canguru, Revisã, Incorporação de Tecnologias em Saúde

Resumo

Em 1979, iniciou-se na Colômbia, o “Programa Madre Canguro” para promover a alta hospitalar precoce de recém-nascidos de baixo peso, pré-termos ou pequenos para a idade gestacional. Desde então, esta proposta foi incorporada na prática clínica em vários países, sendo adaptada às necessidades médicas, sociais e culturais de cada comunidade. No Brasil, o Ministério da Saúde publicou em 2000 uma portaria com as diretrizes
para sua implantação. Este artigo tem como finalidade apresentar o que tem sido publicado sobre o Método Canguru (MC) no mundo, com ênfase na incorporação desta tecnologia. Esta revisão descritiva analisou resumos de artigos publicados até 10 de setembro de 2011. A busca foi realizada nos bancos de dados PubMed, SciELO e LILACS. Os 262 resumos de artigos analisados abordam o MC em suas diversas interfaces,
incluindo benefícios potenciais, segurança, aceitabilidade e implementação, vivências das mães e familiares. Revisões sistemáticas apontam benefícios inegáveis do método para a redução da morbi-mortalidade de recémnascidos de baixo peso. Há diferentes tendências na implantação do método entre os países de acordo com seu grau de desenvolvimento econômico. Um grande desafio em nosso país é a implantação do MC conforme preconizado na Norma de Orientação para a Implantação do Método Canguru.

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Publicado

2012-07-31

Como Citar

Toma, T. S. (2012). Da intuição às políticas públicas: a jornada para incorporação do Método Canguru no cuidado ao recém-nascido de baixo peso. BIS. Boletim Do Instituto De Saúde, 13(3), 231–238. https://doi.org/10.52753/bis.2012.v13.33706

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