Preventório de Jacareí (1932-1952): ideais, cotidiano e sua documentação

Autores

  • Allan Douglas de Oliveira Graduado em História Pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP).
  • Maria José Acedo del Olmo Professora e pesquisadora na Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). Graduada em História pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

DOI:

https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2012.v8.34349

Palavras-chave:

Preventório, Lepra, profilaxia, criança, Jacareí

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar os documentos provenientes do Preventório de Jacareí, instituição que atuou entre 1932 e 1952 recolhendo os filhos de portadores da hanseníase. Durante esses anos, milhares de internos sofreram a segregação social e a separação de pais e familiares. O ato de violência cometido pelo Estado deixou marcas nessas pessoas até hoje, a segregação embasada cientificamente, criou um novo grupo social, o de filhos dos leprosos que passaram a carregar o mesmo estigma dos pais.

Referências

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Fontes Primárias
Coleção de Fotografias “Preventório de Jacarehy”. Acervo: Arquivo Público e Histórico de Jacareí.
Ficha de Internação “Preventório de Jacarehy” – 1932-1952/ Caixas de 001 a 137. Acervo: Arquivo Público e Histórico de Jacareí.

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Publicado

2012-12-31

Como Citar

Oliveira, A. D. de, & Olmo, M. J. A. del. (2012). Preventório de Jacareí (1932-1952): ideais, cotidiano e sua documentação. Cadernos De História Da Ciência, 8(2), 271–284. https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2012.v8.34349