Os grupos de pesquisa LGBT+ no Brasil

perfil dos pesquisadores e as contribuições do campo da Saúde Coletiva

Autores

  • Renato Barboza Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Instituto de Saúde.
  • Alessandro Soares da Silva Universidade de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.52753/bis.v23i1.39657%20

Palavras-chave:

Campo científico, Gênero, LGBT

Resumo

Analisou-se a distribuicao dos grupos de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnolégico (CNPq)
quanto ao perfil dos pesquisadores e das linhas de pesquisa sobre a população LGBT+ no Brasil e a atuação destes no campo
da Satide Coletiva. Realizou-se um estudo exploratdrio, descritivo, de abordagem quantitativa, baseado no inventdrio de 75 grupos
de pesquisa, cadastrados no CNPq até 28 de setembro de 2018. Majoritariamente, 81,3% tem até uma década de atuacao e 73,3%
são formados por até dez pesquisadores. Foram identificados 632 pesquisadores, sendo 76,3% doutores e 23,7%, mestres. Constatou-se o predominio de grupos vinculados às instituições públicas, perfazendo 82,7%, contra 17,3% de instituições privadas, evidenciando a hegemonia da pesquisa publica sobre a temética LGBT+ no país. 57,3% dos grupos possuem até trés linhas de pesquisa e são oriundos das Ciências Humanas. Na Saúde Coletiva, foram encontrados sete grupos, majoritariamente oriundos de universidades públicas e com até dez anos de existência. Quanto ao foco das linhas de pesquisa, destaca-se a ancoragem na determinagao social do processo satide-doenca e nas vulnerabilidades associadas as infecções sexualmente transmissíveis e ao HIV/aids, especialmente entre homens que fazem sexo com homens, travestis e transexuais.

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Biografia do Autor

Renato Barboza, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Instituto de Saúde.

Renato Barboza (renato®@isaude.sp.gov.br) é cientista social pela Pontifi- cia Universidade Catdlica de Sao Paulo (PUC-SP). Mestre em Saúde Coleti- va pela Coordenadoria de Controle de Doencas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CCD-SES/SP), doutorando em Psicologia Social e do Trabalho pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), pesquisador do Grupo de Pesquisa em Psicologia Politica, Politicas Públicas e Multiculturalismo e do Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids desta universidade, pesquisador cientifico VI do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Sao Paulo (SES/SP), e representante deste instituto no Comité Técnico de Saúde Integral da População LGBT (SES/SP).

Alessandro Soares da Silva, Universidade de São Paulo.

Alessandro Soares da Silva (alepsipol1@gmail.com) é filésofo pela Ponti- ficia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), doutor em Psicologia Social pela Pontificia Universidade Católica de Sao Paulo (PUC-SP), livre- docente em Sociedade, Multiculturalismo e Direitos pela Universidade de São Paulo (USP), professor associado do Programa de Pés-Graduacao em Estudos Culturais da Escola de Artes, Ciéncias e Humanidades (EACH/USP) e lider do Grupo de Pesquisa em Psicologia Política, Políticas Públicas e Mul- ticulturalismo desta universidade.

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Publicado

2022-07-30

Como Citar

Barboza, R., & Soares da Silva, A. (2022). Os grupos de pesquisa LGBT+ no Brasil: perfil dos pesquisadores e as contribuições do campo da Saúde Coletiva. BIS. Boletim Do Instituto De Saúde, 23(1), 138–147. https://doi.org/10.52753/bis.v23i1.39657

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