Percorrer e possuir o mundo: os atlas de imagens e a experiência epistemológica do olhar

Autores

  • Teresa Castro Teresa Castro é historiadora da arte de formação, doutora em estudos cinematográficos e professora da Universidade de Paris III.

DOI:

https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2015.v11.33891

Palavras-chave:

Atlas, história da ciência, cultura visual, antropologia

Resumo

Desde Abraham Ortelius e Gerhard Mercator, o fenômeno dos atlas se espalharam progressivamente pelo mundo, alcançando zonas do  conhecimento e da criação, e conhecendo ao longo do século XIX um momento decisivo. Ao reunir o desenvolvimento de técnicas de reprodução gráfica e as novas disciplinas, o atlas científico – botânico, anatômico, antropológico etc. – se multiplica, organizando visualmente elementos gráficos para transmitir um saber, tornando possível uma forma particular de conhecimento articulada à associação de elementos visuais.

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Publicado

2010-12-31

Como Citar

Castro, T. (2010). Percorrer e possuir o mundo: os atlas de imagens e a experiência epistemológica do olhar. Cadernos De História Da Ciência, 11(2), 36–56. https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2015.v11.33891

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Artigo Original