Vital Brazil e o caso da Casa Armbrust, as relações entre a ciência, os cientistas e a gestão em saúde pública

Autores

  • Sabrina Acosta Bacharel em filosofia pela FFLCH – USP, integrante do Grupo de Pesquisa em Epistemologia Histórica da Cultura Científica, Laboratório Especial de História da Ciência/ Instituto Butantan.

DOI:

https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2014.v10.33905

Palavras-chave:

Casa Armbrust, Instituto Butantan, Vital Brazil, Arthur Neiva, Saúde pública

Resumo

Este artigo aborda as relações entre cientistas e gestão pública em saúde no Estado de São Paulo, a partir de um estudo de caso – o contexto de um contrato entre o Instituto Butantan e a Casa Armbrust e Cia, uma empresa comerciária especializada em venda e comercio de produtos diversos. O Contrato foi firmado na gestão de Vital Brazil como diretor do Instituto Butantan e Arthur Neiva como Diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo no ano de 1917. Nesse período Vital Brazil deixa a direção do Instituto por não concordar com as políticas adotadas por Neiva, esses e outros acontecimentos são analisados neste artigo, procurando demonstrar posturas e entendimentos conflitantes dos dois cientistas que ocupavam lugares diferentes naquele momento, trazendo elementos significativos para a compreensão das relações entre política pública e produção científica. Os desdobramentos do contrato possibilitam a reflexão sobre os jogos de interesses envolvidos entre os cientistas e a gestão em saúde pública.

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Publicado

2014-06-30

Como Citar

Acosta, S. (2014). Vital Brazil e o caso da Casa Armbrust, as relações entre a ciência, os cientistas e a gestão em saúde pública. Cadernos De História Da Ciência, 10(1), 56–76. https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2014.v10.33905

Edição

Seção

Artigo Original