Universalidade, integralidade, equidade e SUS

Autores

  • Jairnilson Silva Paim é professor titular do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-UFBA)
  • Lígia Maria Vieira da Silva é professora associada do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-UFBA)

DOI:

https://doi.org/10.52753/bis.2010.v12.33772

Palavras-chave:

Universalidade, integralidade, equidade

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir as noções de universalidade, equidade e integralidade, a partir de uma revisão não sistemática da literatura. Apresenta uma breve contextualização histórica, destacando que a igualdade está associada à ideia de justiça desde a Revolução Francesa. Já a noção de universalidade está presente nas políticas do Welfare State, na Declaração de Alma Ata e na 8ª Conferência Nacional de Saúde. Critica a falta de precisão conceitual da noção de equidade, indicando alguns trabalhos teóricos para fundamentá-la. Discute os vários sentidos produzidos para a integralidade, assim como certas tentativas de operacionalizá-la mediante as propostas de vigilância da saúde, acolhimento e saúde da família. Finalmente, considera que essas noções podem dialogar com aquelas referentes à desigualdade, diferença e
iniquidade, concluindo que, no caso do Sistema Único de Saúde (SUS), a universalidade supõe acesso igualitário aos serviços e ações de saúde, a equidade possibilita a concretização da justiça e a integralidade requer ações intersetoriais e uma nova governança na gestão de políticas públicas.

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Publicado

2010-08-31

Como Citar

Paim, J. S., & Silva, L. M. V. da. (2010). Universalidade, integralidade, equidade e SUS. BIS. Boletim Do Instituto De Saúde, 12(2), 109–114. https://doi.org/10.52753/bis.2010.v12.33772