Incorporação dos resultados de pesquisa pelos gestores do Sistema (Único) de Saúde num contexto atual

Autores

  • José da Rocha Carvalheiro é médico, professor titular de Medicina Social (FMRP/USP), ex-diretor do Instituto de Saúde, membro do INCTInovação em Doenças Negligenciadas/ CDTS/Fiocruz

DOI:

https://doi.org/10.52753/bis.2012.v13.33702

Palavras-chave:

Decit, PPSUS, Política Pública em Saúde, SUS, Sistema Único de Saúde

Resumo

Uma sociedade “baseada no conhecimento” considera essencial o esforço dos cientistas. Mas há queixas pela falta de uso das contribuições científicas pelos policy makers. Contradição em parte devida à diferença entre o ritmo da pesquisa e a urgência da decisão. Não se aceita, em geral, ser possível formular políticas públicas baseadas em evidências científicas. No campo da Saúde Pública, a determinação social e o contexto fazem variar as conclusões científicas. No debate a respeito do Sistema Único de Saúde no Brasil, citamos uma importante contribuição: as “5 estrelas da Agenda Estratégica da Saúde” (Cebes, Abrasco). O Decit, desde sua criação, formulou um Programa de Pesquisas para o SUS, sua criatura emblemática com missão de “fortalecer o SUS”. Num esforço que envolveu a comunidade científica e o Conselho Nacional de Saúde produziu-se uma “Política de CT&I em saúde” e uma “Agenda de Prioridades”. O processo participativo deu ao resultado final um caráter mais democrático do que o usual. Há hoje temáticas cada vez mais freqüentes na literatura internacional que não podem ser ignoradas pelo PPSUS: KT (Knowledge Translation) e KTA (Knowledge to Action) ; mHealth , telefones celulares na saúde; Health in All Policies (Saúde em Todas Políticas).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Referências

1. AbouZahr, C. Use of statistical data for policy analysis and advocacy: Some lessons learnt and suggestions for action. Background paper. In: Workshop on Effective Use of Statistical Data for Policy Analysis and Advocacy: building on success; 24-26 Oct 2011. Bangkok, Thailand; 2011.
2. ABRASCO. SUS igual para todos: agenda estratégica para a saúde no Brasil [monografia na internet]. São Paulo; 2011 [acesso em 22 fev 2012]. Disponível em: www.abrasco.org.br.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Como elaborar projetos de pesquisa para o PPSUS[ monografia na internet]. Brasília (DF): Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos; 2010. (Série A: Normas e manuais técnicos) [acesso em 22 de fev 2012]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/como_elaborar_projetos_ppsus_guia.pdf.
4. Carvalheiro JR. Condições de saúde por entrevistas domiciliárias [tese de Livre Docência]. Ribeirão Preto: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP; 1975.
5. Carvalheiro JR. Investigação em Serviços de Saúde: qual é o seu problema? Saúde e Sociedade. 1994;3(2):64-111.
6. Carvalheiro JR. Impregnar o SUS de ideias. Boletim do Instituto de Saúde- BIS. 2011;13(1): 92-5.
7. Furtado JJA; Guimarães T. Turismo médico também traz risco a paciente. Folha de São Paulo, 2012 fev 21; Caderno Mercado.
8. Holland WW, Wainwright AH. Epidemiology and Health Policy. Epidemiol Reviews. 1979; 1(1): 211-232.
9. Khangura S, Konnyu K, Cushman R, Grimshaw J, Moher D. Evidence summaries: the evolution of a rapid review approach. Systematic Reviews [periódico na internet]. 2012 [acesso em 22 fev 2012];1:10. Disponível em: http://bit.ly/AgrH4N
10. Keynes JM. The times. Collected Writings. 1937; 21:409.
11. Kirkbusch I. Policy Innovation for Health. New York: Springer; 2009. 207 p.
12. Malta DC, Cecílio LCO, Merhy EE, Franco TB, Jorge AO, Costa MA. Perspectivas da regulação na saúde suplementar diante dos modelos assistenciais. Ciência & Saúde Coletiva. 2004;9(2):433-444.
13. Omram AR. Investigación sobre sistemas de salud: métodos y escollos. Foro Mundial de Salud. 1990;11:288-294.
14. Samaja J. Epistemologia y metodologia: elementos para uma teoria de la investigación científica. 3.ed. Buenos Aires: Eudeba, 1995.
15. Santos NR. O Estado que temos e os rumos que queremos. Contribuição para posicionamento com os novos governos: federal e estaduais. Saúde em Debate. 2010;34(87):616-646.
16. Serres M. Júlio Verne: a ciência e o homem contemporâneo. Rio de Janeiro: Bertrand; 2007. 92p.
17. Shankardass K, Solar O, Murphy K, Freiler A, Bobbili S, Bayoumi A, Campo P. Health in all policies: a snapshot for Ontario, results of a realist-informed scoping review of the literature. In : Getting started wirh health in all policies: a resource pack [monografia na internet]. Ontario, Canada:
Centre for Research on Inner City Health; 2011. [acesso em 22 de fev. 2012]. Disponível em : http://bit.ly/wnt2hN
18. Temporão JG. O SUS está num processo lento de degradação : entrevista. Jornal do CREMESP, 2012 jan/fev (288).
19. Testa M. Pensar em saúde. Porto Alegre: Artes Médicas/ Abrasco; 1992.
20. World Health Organization. mHealth: new horizons for health through mobile technologies. Based on the findings of the second global survey on eHealth [monografia na internet]. Geneva; 2011. (WHO. Global Observatory for eHealth Series, 3) [acesso em 22 fev 2012]. Disponível em: http://bit.ly/jNztw7

Downloads

Publicado

2012-07-31

Como Citar

Carvalheiro, J. da R. (2012). Incorporação dos resultados de pesquisa pelos gestores do Sistema (Único) de Saúde num contexto atual. BIS. Boletim Do Instituto De Saúde, 13(3), 199–204. https://doi.org/10.52753/bis.2012.v13.33702