Morrer faz parte da vida: o direito à morte digna

Autores

  • Ruben Cesar Keinert é doutor em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Escola de Saúde da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).
  • Tania Margarete Mezzomo Keinert é administradora com especialização em Administração Municipal e Regional pela Universidade de Haifa (Israel) e em Economia Pública pela Universidade Bocconi (Itália). É mestre e doutora em Administração Pública (FGV\SP) com Pós-Doutorado em Gestão da Qualidade de Vida na Universidade do Texas/Austin (EUA). É pesquisadora científica III do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e participante do Projeto de Pesquisa “Fundamentos Sociais e Jurídicos do Direito à Saúde” (IS\USCS\UNIP).
  • Daniel da Silva Dias é acadêmico do Curso de Direito da Universidade Paulista (UNIP) e participante do Projeto de Pesquisa “Fundamentos Sociais e Jurídicos do Direito à Saúde” (IS\USCS\UNIP).

DOI:

https://doi.org/10.52753/bis.2010.v12.33762

Palavras-chave:

Terminalidade, direitos do paciente, cuidados paliativos

Resumo

O texto mostra como um modelo de “boa morte” foi sendo fixado ao longo de séculos na sociedade Ocidental, baseado sobretudo nos estudos de Philippe Ariès. Esse
modo bom de morrer foi radicalmente modificado no século XX, como uma decorrência do extremo avanço da medicina e do fato que as pessoas passaram a terminar
suas vidas em hospitais, majoritariamente. Essa morte foi percebida como algo sofrido e levou ao aparecimento de um movimento de reação. A partir daí, construiu-se uma legislação para garantir o direito à morte digna.

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Referências

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Publicado

2010-12-31

Como Citar

Keinert, R. C., Keinert, T. M. M., & Dias, D. da S. (2010). Morrer faz parte da vida: o direito à morte digna. BIS. Boletim Do Instituto De Saúde, 12(3), 260–267. https://doi.org/10.52753/bis.2010.v12.33762

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