As diferenças entre queixa e demanda no trabalho de redução de danos

possibilidades para uma escuta clínica em espaços heterogêneos

Autores

  • Rodrigo Alencar Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.52753/bis.2020.v21.34625

Palavras-chave:

Redução de danos, Drogas, Psicanálise

Resumo

O presente artigo aborda os aspectos políticos da história da Redução de Danos no Brasil, bem como algumas especificidades de sua prática, a saber, a escuta em meio a troca de insumos e as estratégias de vinculação e acolhimento no território. Destacamos o período de maior reflorescimento da Redução de Danos no Brasil, a partir dos anos de 2010, quando uma série de políticas públicas em diversos âmbitos começam a articular respostas ao clamor pelo combate ao crack, e às cenas de uso em diferentes capitais do Brasil. É nesse contexto que apontamos para a circulação de teorias oriundas da psicanálise por meio dos Redutores de Danos e apoiadores, possibilitando a aplicação e atualização de referenciais teóricos nos encontros que acontecem no território. Por fim, apontamos a importância de se poder lançar mão de uma escuta clínica, operando uma diferença entre queixa e demanda na escuta dos usuários atendidos, de modo a possibilitar uma prática de cuidado com um refinamento subjacente, assim como formas de encaminhamento mais precisas.

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Publicado

2020-12-01

Como Citar

Alencar, R. (2020). As diferenças entre queixa e demanda no trabalho de redução de danos: possibilidades para uma escuta clínica em espaços heterogêneos. BIS. Boletim Do Instituto De Saúde, 21(2), 124–130. https://doi.org/10.52753/bis.2020.v21.34625