Casa Gensex

pela desconstrução do modelo assistencial heterocisnormativo produtor de LGBTQIA+fobia

Autores

  • Amália Oliveira CArvalho Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
  • Luciana Luiz Vieira Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.52753/bis.v23i1.39609

Palavras-chave:

Pessoas transgênero, Transexualidade, Procedimentos de readequação sexual, Modelos de assistência à saúde

Resumo

É notório que grande parte da população transgênero está, ainda, sob a égide da marginalização e da exclusão social, encontrando
diversas dificuldades no exercício da sua cidadania. O CASA GENSEX, formado por profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da
Família da Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel Arcanjo, estado de São Paulo, originou-se mediante demanda da sociedade
civil e da Promotoria de Justiça local. A proposta de cuidados ampliados em saúde acontece com ênfase no público transgênero,
considerando que, no leque da diversidade, as violências e desassistências são mais profundas nesta população. O objetivo deste
trabalho é relatar a estruturação de políticas públicas municipais e promover cuidados em saúde & população LGBTI+, considerando
a alta vulnerabilidade político-social-sanitária que a contempla. A assistência ao público transgênero iniciou-se em junho de 2020.
Até o dia 29 de janeiro de 2021, buscaram atendimento 17 pessoas transgênero. Dessas, 16 fazem uso de hormonioterapia, sob
supervisão das(os) profissionais do CASA GENSEX. Por fim, descontruir o diagnóstico perverso de transexualismo, substituindo-o
pela vivência com a transexualidade por meio do encontro entre profissional de saúde e usuária(o), pelo trabalho vivo em ato, é
estruturar intervenções saudáveis acerca dessa experiência, vinculos concretos e cuidado longitudinal à população LGBTI+ que
acessa o SUS municipal.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Amália Oliveira CArvalho, Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade

Amalia Oliveira Carvalho é médica de família e comunidade titulada pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, mestre em Saúde Coletiva — política, planejamento e gestão em Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), responsável técnica pelo CASA GENSEX, da Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel Arcanjo, estado de São Paulo.

Luciana Luiz Vieira, Universidade Federal de São Paulo

Luciana Luiz Vieira é enfermeira especialista em Saúde da Familia pelo Sistema Universidade Aberta do SUS/Universidade Federal de São Paulo (UNASUS/UNIFESP), coordenadora do Núcleo de Assistência à Saúde da Família (NASF) São Miguel - Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel Arcanjo, estado de São Paulo.

Referências

Oliveira |, Romanini M. (Re)escrevendo roteiros (in)visíveis: a trajetória de mulheres transgênero nas politicas públicas de saúde. Saúde e Soc. 2020; 29(1):e170961. [Internet]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=50104-12902020000100300&tIng=pt.

[acesso em: 23 mar. 2021].

ONU - Nações Unidas Brasil. OMS retira a transexualidade da lista de doenças mentais [internet]. [acesso em 30 mar 2021]. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/83343-oms-retira-transexualidade-da-lista-de-doencas-mentais. [acesso em: 30 mar. 2021].

Rocon PC, Wandekoken KD, Barros MEB, Duarte MJO, Sodré F. Acesso a saúde pela população trans no Brasil: nas entrelinhas da revisão integrativa. Trab Educ e Saúde [internet]. 2020 [acesso em 23 mar 2021]; 18(1):1-18. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=81981-77462020000100505&tIng=pt.

Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Coordenação da Atenção Primaria a Saúde. Protocolo para o atendimento de pessoas transexuais e travestis no município de São Paulo. São Paulo; 2020.

Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio a Gestão Participativa. Politica Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Brasília (DF); 2013.

Jesus JG. Orientações sobre identidade de género: conceitos e termos. Guia técnico sobre pessoas transexuais, travestis e demais transgéneros, para formadores de opinião [internet]. Disponível em: http://www.sertao.ufg.br. [acesso em: 23 mar. 2022].

Popadiuk GS, Oliveira DC, Signorelli MC. A politica nacional de saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT) e o acesso ao processo transexualizador no Sistema Único de Saúde (SUS): avanços e desafios. Ciênc. Saúde Colet. 2017; 22(5):1509-20.

Hanauer OFD, Hemmi APA. Caminhos percorridos por transexuais: em busca pela transição de género. Saúde debate. 2019; 43(spe8):91-106.

Cunha GT, Campos GWS. Método Paidéia para co-gestão de coletivos organizados para o trabalho. Rev ORG DEMO. 2010; 11(1):31-46.

Downloads

Publicado

2022-07-30

Como Citar

CArvalho, A. O., & Vieira, L. L. (2022). Casa Gensex: pela desconstrução do modelo assistencial heterocisnormativo produtor de LGBTQIA+fobia . BIS. Boletim Do Instituto De Saúde, 23(1), 28–32. https://doi.org/10.52753/bis.v23i1.39609