“Pequeno demais, pouco demais”. A criança e a morte na Idade Moderna

Autores

  • Claudia Pancino Professora de História Social da Universidade de Bolonha (Itália)
  • Lygia Silveria Tradutora Professora Assistente do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2010.v6.35787

Palavras-chave:

Infância, História, Mortalidade, Fontes para pesquisa (pouco usuais), Mentalidade

Resumo

No antigo regime, pelo menos até o final do século XIX, na mentalidade ocidental existia a consciência e a aceitação da elevadíssima mortalidade infantil. Testemunha disso são fontes literárias, autobiográficas, imagéticas (quadros, esculturas) e materiais (monumentos funerários, etc.). Outras fontes perpetuam práticas populares e fábulas, que “falam” da necessidade de consolo “social.” Crenças e rituais (ressurreição temporária, rituais do batismo e dos funerais) tiveram uma função de consolo, em vista, acima de tudo, da salvação da alma do recém-nascido; outros costumes como o retrato das crianças mortas, tiveram como objetivo da memória e de inserção da vida breve de criança na genealogia familiar. A partir do século XIX a morte de crianças fica cada vez mais insuportável.

Referências

Badinter, E. L’amour en plus. Histoire de l’amour maternel, Paris, Flammarion, 1980.
Burke, P. Testimoni oculari. Il significato storico delle immagini, Roma, Carocci, 2002.
Cavazza, S. La doppia morte: resurrezione e battesimo in un rito del Seicento, in “Quaderni Storici” 50, XVII, 2, 1982.
Corridore, F. La popolazione dello Stato Romano 1656-1901, Loescher, 1906.
Cuneo, D. Notizie fisico-storico-morali conducenti alla salvezza de’ bambini non nati, abortivi e proietti, Venezia Niccoló Pezzana, 1760.
Donati, C. Ecclesiastici e laici nel Trentino del settecento (1748-1763), Roma, Istituto storico italiano per l’età moderna e contemporanea, 1975.
Duden, B.; Schlumbohm, J.; Veit, P. ed. Geschichte des Ungeborenen. Zur Erfahrungs– und Wissenschaftsgeschichte der Schwangerschaft, XVII-XX
Jahrhundert, Gottingen, Vandenhoeck & Ruprecht, 2002.
Gélis, J. Les enfants des limbes. Mort-nées et parents dans l’Europe chrétienne, Paris, Aubert, 2006.
Lombardi, M. et al., Gostanza la strega di San Miniato. Processo a una guaritrice nella Toscana medicea, a cura de Franco Cardini com um pósfácio de Adriano Prosperi, Roma-Bari, Laterza, 1989.
Loux, F. Le corps dans la société traditionnelle, Paris, Berger-Levrault, 1979.
Loux, F. Le jeune enfant et son corps dans la médecine traditionnelle, Paris, Flammarion, 1978.
Manno, A. Il poema del tempo. Capitelli del Palazzo ducale di Venezia: storia e iconografia, Venezia, Canal & stamperia editrice, 1999.
Morante, E. L’isola di Arturo, Torino, Einaudi, 1957
Nono, L. Sepoltura di un bambino, 1876-1877, Collezione Nono, Venezia.
Pancino, C. Il bambino e l’acqua sporca. Storia dell’assistenza al parto dalle mammane alle ostetriche (secoli XVI-XIX), Milano, Angeli, 1984.
Prosperi, A. Scienza e immaginazione teologica nel Seicento: il battesimo e le origini dell’individuo, In “Quaderni Storici”,1999.
Zanetti, Z. La medicina delle nostre donne, Foligno, Ediclio, 1978 (1891).
Zeviani, GV. Su le numerose morti dei bambini. Dissertazione accademica, Verona, Stamperia Moroni, 1775.
Wassmo, H. La veranda cieca, Iperborea 1989 (ed. or. 1981).

Downloads

Publicado

2010-06-30

Como Citar

Pancino, C., & Silveria, L. (2010). “Pequeno demais, pouco demais”. A criança e a morte na Idade Moderna. Cadernos De História Da Ciência, 6(1), 179–212. https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2010.v6.35787