O Transcidadania pode mudar as vidas trans?

Autores

  • Fe Maidel Secretaria Municipal de São Paulo de Direitos Humanos e Cidadania

DOI:

https://doi.org/10.52753/bis.v23i1.39600

Palavras-chave:

Políticas públicas, Evasão escolar, Vulnerabilidades, Travestis, Transexuais

Resumo

O Programa Transcidadania foi concebido em 2015, a partir do desmembramento do Programa Operação Trabalho para pessoas
LGBT implantado em 2008 na cidade de São Paulo, buscando lançar um olhar sobre as vulnerabilidades estruturais e acrescidas
que a população de travestis e transexuais sofre cotidianamente, tais como os grandes índices de evasão escolar e violências correlatas. Previa, inicialmente, a disponibilização de 100 vagas e, no início de 2021, contava com 510 vagas distribuídas nos cinco
Centros de Cidadania LGBTI+, localizados nas regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro da cidade. O programa lida com diferentes
níveis e situações de vulnerabilidade, manifestadas das mais diversas formas, individual e socialmente, e se estrutura a partir de
eixos norteadores, como alfabetização e elevação escolar, buscando a conclusão do ciclo básico de ensino, a oferta de autonomia
financeira, capacitação e qualificação para o mercado de trabalho, além do desenvolvimento de ações voltadas ao enfrentamento do preconceito e da discriminação contra as travestis, as mulheres transexuais e os homens trans, bem como a humanização dos
serviços públicos prestados pelo município a essas pessoas. Os indicadores e métricas que utilizamos permitem analises transversais do público beneficiário, dando clareza, transparência e profundidade na elaboração e implantação das políticas públicas. É importante frisar que, dentro do Transcidadania, mais da metade das pessoas que procuram o programa têm o Ensino Fundamental incompleto e são oriundas de outros estados da Federação.

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Biografia do Autor

Fe Maidel, Secretaria Municipal de São Paulo de Direitos Humanos e Cidadania

Fe Maidel (femaidel@gmail.com) é psicóloga pela Universidade Paulista (UNIP), comunicadora social pela Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), pós-graduada em Sexualidade e Gênero pelo Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
(IMS/UERJ) e assessora na Coordenação de Políticas LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura do Município de São Paulo.

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Publicado

2022-07-30

Como Citar

Maidel, F. (2022). O Transcidadania pode mudar as vidas trans?. BIS. Boletim Do Instituto De Saúde, 23(1), 13–27. https://doi.org/10.52753/bis.v23i1.39600