Frequência de anticorpos para arenavírus em roedores silvestres capturados nas regiões centro-oeste, sudeste e sul do Brasil

Autores

  • Ana Lúcia Rodrigues de Oliveira Pós-Graduação - Coordenadoria de Controle de Doenças
  • Maria do Carmo Sampaio Tavares Timenetsky (orientadora) Pós-Graduação - Coordenadoria de Controle de Doenças

Resumo

As febres hemorrágicas virais causadas por arenavírus são zoonoses emergentes e graves. Os
humanos são acidentalmente infectados principalmente pela exposição da mucosa a aerossóis
formados a partir de excretas de roedores reservatórios. Nos reservatórios, a presença de
anticorpos pode indicar a circulação viral em uma população de uma região específica, e esse
dado pode ser utilizado como indicador para investigações posteriores por meio de técnicas
moleculares. Até o presente momento não se detectou a espécie reservatório do vírus Sabiá,
agente etiológico da Febre Hemorrágica Brasileira. Com a finalidade de ampliar as regiões
de busca por espécies de roedores silvestres envolvidos na transmissão de arenavírus, 2.245
amostras de sangue de roedores coletados entre 1998 e 2008, selecionadas aleatoriamente,
foram analisadas por meio de ELISA para detecção de anticorpos IgG específicos para
arenavírus. Um total de 2230 amostras apresentaram resultados não reagente, 12 apresentaram
resultados reagentes e 3 apresentaram resultados indeterminados. As espécies soropositivas
foram de Necromys lasiurus 0,6% (6/1012), Calomys tener 1,1% (2/187), Calomys callosus
2,1% (2/94), Akodon sp 0,3% (2/723). Obtivemos uma amostra positiva proveniente do
município de Campo Alegre de Goiás; cinco do município de Bodoquena, Mato Grosso do
Sul; e seis dos municípios de Espírito Santo do Pinhal, Nuporanga e Mogi das Cruzes, São
Paulo. Os municípios de Campo Alegre de Goiás, Bodoquena, Espírito Santo do Pinhal foram
definidos para ampliar as análises com novas expedições de campo e coleta de amostras
biológicas, objetivando a pesquisa de evidências da circulação viral. As febres hemorrágicas
causadas por arenavírus são patologias consideradas endêmicas, de ocorrência em áreas
geográficas restritas, mas as espécies de roedores reservatórios apresentam ampla distribuição
geográfica. Pesquisar a circulação desses vírus em roedores capturados em seu habitat natural
é importante para o entendimento da relação dessas espécies reservatórios com o hospedeiro
suscetível. Até o momento, não há casos confirmados da doença e detecção viral em roedores,
no entanto, enfatizamos a necessidade de mais estudos de vigilância eco epidemiológica,
visando a identificação de quais espécies de roedores, de ocorrência no território brasileiro,
podem ser reservatórios naturais de arenavírus. A partir dos resultados gerados no estudo,
esperamos colaborar com ações de vigilância e prevenção dessa zoonose.

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Publicado

2022-06-12

Como Citar

1.
Rodrigues de Oliveira AL, Sampaio Tavares Timenetsky (orientadora) M do C. Frequência de anticorpos para arenavírus em roedores silvestres capturados nas regiões centro-oeste, sudeste e sul do Brasil. Bepa [Internet]. 12º de junho de 2022 [citado 17º de maio de 2024];16(184):35-6. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/37683

Edição

Seção

Resumo de teses e dissertações