Análise da população de Lutzomyia longipalpis com dados de contagem e de classes de abundância em municípios com e sem transmissão da leishmaniose visceral no estado de São Paulo

Autores

  • Osias Rangel Superintendência de Controle de Endemias
  • Susy Mary Perpetuo Sampaio Superintendência de Controle de Endemias
  • Lilian Aparecida Colebrusco Rodas Colebrusco Rodas Superintendência de Controle de Endemias
  • Tiago Leonetti Coutinho Superintendência de Controle de Endemias

Palavras-chave:

Lutzomyia longipalpis, Leishmaniose visceral., Ambiente domiciliar, Regressão binomial negativa.

Resumo

Foi analisada a população de Lutzomyia longipalpis em um município com
transmissão intensa de Leishmaniose visceral e outro sem transmissão da
doença no estado de São Paulo. Coletas no peri e intradomicílio foram
realizadas com armadilhas de isca luminosa de janeiro a dezembro
de 2013 nos dois municípios. O número absoluto de indivíduos e o
agrupamento por classes de abundância foram ajustados em modelos de
regressão binomial negativo com objetivo de verificar a predominância
desta espécie no ambiente domiciliar e o melhor ajuste do modelo. Os
resultados demostraram que o número de indivíduos machos e fêmeas
foi superior no peri e intradomicílio do município com transmissão da
doença. O modelo com classes de abundância obteve melhor desempenho
em relação ao modelo com número absoluto de indivíduos. No entanto, o
maior desafio continua sendo estabelecer a relação entre os indicadores
entomológicos e o risco de transmissão de LV para que as intervenções
possam ser realizadas no momento oportuno e de maneira adequada.

 

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Publicado

2018-04-30

Como Citar

1.
Rangel O, Perpetuo Sampaio SM, Colebrusco Rodas LACR, Leonetti Coutinho T. Análise da população de Lutzomyia longipalpis com dados de contagem e de classes de abundância em municípios com e sem transmissão da leishmaniose visceral no estado de São Paulo. Bepa [Internet]. 30º de abril de 2018 [citado 29º de maio de 2024];15(172):1-9. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/37772

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