Fungos toxigênicos em camarões marinhos cultivados e potenciais toxigênicos das cepas isoladas de Aspergillus seção Flavi e seção Nigri
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Palavras-chave

Litopenaeus vannamei
fungos toxigênicos
Aspergillus
carcinicultura
micotoxinas

Como Citar

1.
Calvet RM, Pereira MMG, Costa APR, Fialho RC de J, Muratori MCS. Fungos toxigênicos em camarões marinhos cultivados e potenciais toxigênicos das cepas isoladas de Aspergillus seção Flavi e seção Nigri. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 1º de dezembro de 2012 [citado 21º de julho de 2024];71(4):638-44. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/32477

Resumo

O objetivo do presente estudo foi quantificar, isolar e identificar a micobiota toxigênica em camarões marinhos cultivados no litoral do Piauí. Foram selecionadas, randomicamente, quatro propriedades (“A”, “B”, “C” e “D”), de onde foram coletadas 84 amostras de camarão de três fases de cultivo: “I”, “II” e “III”. A contagem de fungos foi realizada em ágar dicloran rosa de bengala cloranfenicol. As colônias isoladas de Aspergillus e Penicillium spp foram transferidas para tubos contendo ágar extrato de malte. As contagens de fungos nas amostras de camarões coletadas variaram de 1,85 a 2,73 UFC/g log10 e não diferiram entre si em todas as fases de cultivo. Foram isoladas 64 cepas de fungos, e os gêneros mais prevalentes foram Aspergillus (34,4%) e Penicillium (25,0%). Foram identificadas dezoito cepas do gênero Aspergillus. Duas cepas de A. ochraceus e cinco cepas de A. agregados niger foram produtoras de ocratoxina A. Uma cepa de A. flavus produziu aflatoxina B1, B2, G1 e G2, respectivamente, nas concentrações de 14,8 ng/g, 4,3 ng/g, 2,6 ng/g e 1,1 ng/g, e foi classificada como A. flavus atípico. Os camarões cultivados no litoral piauiense, quando recentemente capturados, apresentaram baixas contagens fúngicas em todas as fases de cultivo.
https://doi.org/10.53393/rial.2012.71.32477
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