Óleo de amêndoa de palma (palmiste) brasileiro: caracterização e composição em ácidos graxos
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Palavras-chave

óleo de palmiste
características físicas e químicas
ácidos graxos
Elaeis guineensis Jacq.

Como Citar

1.
Tavares M, Badolato ESG, Carvalho JB de, Aued S. Óleo de amêndoa de palma (palmiste) brasileiro: caracterização e composição em ácidos graxos. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 28º de dezembro de 1990 [citado 21º de junho de 2024];50(1-2):307-12. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/35141

Resumo

Com o objetivo de caracterizar, física e quimicamente, o óleo de palmiste brasileiro, foram analisadas 11 amostras de óleo bruto, produzidas nos Estados da Bahia e do Pará. Os índices de iodo, refração e saponificação, o ponto de fusão e o teor de matéria insaponificável se enquadraram, de modo geral, dentro dos valores normalmente encontrados na literatura, enquanto a baixa acidez em 81,8% das amostras estudadas indicou que eram de boa qualidade, similares aos óleos da Malãsia, o maior produtor mundial. A composição em ácidos graxos revelou que os óleos de palmiste nacional são altamente saturados, como os malásios, devido principalmente ao elevado conteúdo de ácido láurico. Com base nos dados experimentais, recomenda-se a inclusão do óleo de palmiste nas normas brasileiras relativas à identidade e qualidade de 6leos e gorduras comestíveis.

https://doi.org/10.53393/rial.1990.50.35141
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Copyright (c) 1990 Mário Tavares, Elza S. Gastaldo Badolato, José Byron de Carvalho, Sabria Aued

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