Fermentação da sacarose e toxigenicidade de cepas de Corynebacteriumdiphtheriae isoladas em São Paulo
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Palavras-chave

Corynebacterium diphtheriae, toxigenicidade
sacarose, fermentação

Como Citar

1.
Raskin M, Pessôa GV Álvares, Calzada CT, Lee IML, Melles CEA, Sakata EE. Fermentação da sacarose e toxigenicidade de cepas de Corynebacteriumdiphtheriae isoladas em São Paulo. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 30º de junho de 1978 [citado 28º de maio de 2024];38(1):29-32. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/37115

Resumo

As propriedades fermentativas do Corynebacterium diphtheriae, com relação à sacarose, foram estudadas em 224 cepas e, destas, 134 foram capazes de fermentar este sacarídeo, correspondendo a uma percentagem de 59,8%. Empregando a técnica de Elek (1949), as cepas de C. diphtheriae foram testadas quanto à toxigenicidade. O estudo comparativo entre a propriedade de fermentar a sacarose e a capacidade de produção de toxina, comprovadas pelo teste de Elek, demonstrou que o número de cepas toxigênícas e desdobradoras da sacarose - 106, ou seja 58,89% - era maior do que o das cepas toxigênicas não fermentadoras - 74, ou seja, 41,11%. Em vista do comportamento do C. diphtheriae em relação à sacarose, parece-nos imprescindível a reavaliação dos critérios taxonômicos vigentes.

https://doi.org/10.53393/rial.1978.38.37115
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Copyright (c) 1978 Mathilde Raskin, Gil Vital Álvares Pessôa, Chifume Takeuchi Calzada, Ilka Maria Landgraf Lee, Carmo Elias Andrade Melles, Elena Emiko Sakata

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