Resumo
As parasitoses intestinais continuam representando um significativo problema de saúde pública, considerando-se o grande número de indivíduos afetados e as várias alterações orgânicas que podem provocar, principalmente sobre o estado nutricional podendo
determinar emagrecimento, diarréia, dificuldade no aprendizado e no crescimento. O objetivo deste estudo foi verificar a ocorrência de parasitas intestinais em crianças residentes em Andradina–SP. O grupo experimental foi constituído de 350 crianças com idade entre 0 a 10 anos de ambos os sexos, durante o período de Janeiro a Julho de 2009. As amostras fecais foram colhidas pelos responsáveis das crianças, em potes de coleta estéreis, sendo posteriormente processadas por meio da técnica coproparasitológica de sedimentação espontânea. Pelo menos um gênero de parasito foi constatado em 49,7% (174/350) das crianças, com ocorrência de Endolimax nana em 21,2% (37/174), Giardia lamblia em 19,5% (34/174), Ascaris lumbricóides em 16,0% (28/174), Trichuris trichiura em 12,6% (22/174), Entamoeba coli em 10,9% (19/174) e Enterobius vermicularis em 7,4% (13/174). A associação mais freqüentemente encontrada entre duas espécies foi E. nana e Giárdia lamblia 2,8% (5/174) seguida por Ascaris lumbricóides e Trichuris trichiura 1,7% (3/174). O maior número de endoparasitos ocorreu em crianças do sexo masculino 58,6%, sendo a faixa etária mais acometida aquela entre um a cinco anos. Por meio dos resultados obtidos, pode-se inferir que existe positividade para enteroparasitos em crianças e há necessidade da implantação de políticas públicas que visem à universalização do acesso à educação e aos serviços de saneamento e de saúde, contribuindo para o controle das doenças parasitárias nesta região.

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