CONTAMINAÇÃO POR ENTEROPASITAS EM HORTALIÇAS COMERCIALIZADAS EM SUPERMERCADOS DA CIDADE DE MARÍLIA-SP
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Como Citar

1.
TanaKa A, Marinelli P, Mendonça C, Pereira T, Silva G. CONTAMINAÇÃO POR ENTEROPASITAS EM HORTALIÇAS COMERCIALIZADAS EM SUPERMERCADOS DA CIDADE DE MARÍLIA-SP. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 22º de outubro de 2009 [citado 3º de março de 2026];68(Suplemento 1):BQ-61. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/40361

Resumo

Protozoários e helmintos são parasitas que assumem papel relevante pelos elevados coeficientes de prevalência e pelas implicações sociais que originam. Com base nestes aspectos, este trabalho teve como objetivo a avaliação da contaminação parasitológica em alfaces, variedade crespa, agrião e repolho proveniente de três supermercados da cidade de Marília-SP. As amostras foram coletadas aleatoriamente, em sacos plásticos descartáveis de primeiro uso, e encaminhadas para o Laboratório da FATEC de Marília. As análises parasitológicas foram realizadas empregando procedimentos que visam à concentração de ovos e larvas nas amostras, através de técnicas de sedimentação e ultracentrifugação, para cistos e protozoários. De dezesseis amostras analisadas (sete maços de alface, cinco de agrião e quatro de repolho) provenientes de supermercados foram encontrados os seguintes resultados: em alfaces, agrião e repolho Entamoeba coli, 87,5%, 100% e 50%; ovos de Ancilostomídeos 14,3%, 60% e 0,0%; Áscaris lumbricóidis 28,5%, 25% e 0,0%; ovos de Heminolepis nana 57,2%, 20% e 25% cistos de Giárdia lamblia 71,4%, 60,0% e 25%; ovos de Trichiurus trichiura 14,3% e larvas de Ancilostomídeos e Strongilóides stercoralis 28,6%. 40,0% e 25,0%. A ocorrência de cistos de Entamoeba coli e Giardia lamblia em alfaces e agriões podem estar relacionadas por uma maior adesividade às folhas decorrentes da morfologia de sua constituição. Os parasitos encontrados nas hortaliças comercializadas na cidade de Marília, não diferiam substancialmente de outros descritos na literatura. Contudo, é de salientar que as fontes de contaminação de hortaliças são amplas, portanto a boa higiene é medida protetora fundamental contra doenças de origem alimentar, e o indivíduo que fornece, prepara e serve o alimento deve construir barreiras sanitárias eficientes. Assim, conclui-se que as verduras comercializadas na cidade de Marília têm destaque na transmissão das enteroparasitoses, havendo necessidade de medias profiláticas no sentido de melhorar a qualidade higiênica destas hortaliças.

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Copyright (c) 2009 AY TanaKa, PS Marinelli, CCTN Mendonça, TD Pereira, GP Silva

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