O HIV e a sífilis no Sistema Prisional Feminino do estado de São Paulo

Autores

  • Luiza Harunari Matida Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids-SP.
  • Maria Cristina T. Lattari Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.
  • Alberto Novaes Ramos Júnior Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.
  • Anna Luiza Placco Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.
  • Marcia T. Fernandes dos Santos Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.
  • Maria Aparecida Silva Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.
  • Maria Clara Gianna Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.
  • Samantha Lamastro Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.
  • Tânia Regina Correa de Souza Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.
  • Wedja Sparinger Centro de Referência e Treinamento-Programa Estadual de DST/Aids.

Palavras-chave:

DST/HIV/sífilis, Vigilância Epidemiológica, Presídios femininos

Resumo

O Centro de Referência e Treinamento em Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizou ampla atividade de testagem para HIV e sífilis no sistema prisional feminino, entre 2012 e 2013, em parceria com a Secretaria da Administração Penitenciária – SAP. Ao todo, 8.914 mulheres aceitaram realizar o teste. Destas, 2.947 encontram-se em presídios da capital e 5.967 do interior. Observou-se que 2,8% delas apresentaram resultado reagente para HIV e 7% para testagem rápida de triagem para sífilis. A taxa de prevalência de HIV na população geral é de 0,4% e de sífilis 1,6%. A média de idade da população testada foi de 34,3 anos. As mulheres privadas de liberdade que participaram deste levantamento receberam informações pré e pós-teste para sífilis e HIV. Os profissionais dos serviços envolvidos foram capacitados para esta orientação. No caso de positividade para o HIV e ou sífilis, garantiram-se os procedimentos de acompanhamento e tratamento estabelecidos pelo SUS. O projeto teve por objetivo conhecer a soroprevalência do HIV e da sífilis nesta população, traçar o perfil das mulheres privadas de liberdade em relação a informações sobre sífilis e HIV, dar orientação de qualidade sobre o assunto para as presas e oferecer maior assistência em saúde para DST/ HIV/Aids mediante o estabelecimento, de maneira sustentável, de sistema de referência e contrarreferência. Até 2015, pretende-se elaborar e implementar, de forma escalonada e regionalizada, o projeto de DST/Aids da Proposta Integrada de Atenção à Saúde da População Privada de Liberdade, em parceria com a SAP. É a primeira ação deste porte no estado de São Paulo. Trata-se de uma iniciativa que poderá contribuir para a melhoria da qualidade de vida das mulheres, com repercussão no controle da transmissão vertical do HIV e sífilis.  

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Publicado

2014-05-30

Como Citar

1.
Harunari Matida L, T. Lattari MC, Novaes Ramos Júnior A, Placco AL, T. Fernandes dos Santos M, Silva MA, Gianna MC, Lamastro S, Correa de Souza TR, Sparinger W. O HIV e a sífilis no Sistema Prisional Feminino do estado de São Paulo . Bepa [Internet]. 30º de maio de 2014 [citado 21º de junho de 2024];11(125):3-24. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/38247

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