Registro do Marcador de Consumo Alimentar como estratégia do Plano Operativo de Segurança Alimentar e Nutricional na Atenção Primária à Saúde em territórios vulneráveis da cidade de São Paulo
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Keywords

Consumo Alimentar
Atenção Primária à Saúde.
Insegurança Alimentar
Vigilância Nutricional

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1.
Bejo G, do Nascimento Costa Moreira T, Regina Gatti Murakami L. Registro do Marcador de Consumo Alimentar como estratégia do Plano Operativo de Segurança Alimentar e Nutricional na Atenção Primária à Saúde em territórios vulneráveis da cidade de São Paulo. Bepa [Internet]. 2026 Apr. 17 [cited 2026 Apr. 27];23(224):e41955. Available from: https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/41955

Abstract

Introdução: A insegurança alimentar constitui um dos principais desafios para a Atenção Primária à Saúde (APS) em territórios urbanos vulneráveis. Em resposta a esse cenário, o Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM) construiu, em 2023, o Plano Operativo de Segurança Alimentar e Nutricional, implantado em 2024 em todas as suas unidades de APS. Entre as estratégias do plano, destaca-se a utilização sistemática do Marcador de Consumo Alimentar (MCA) como ferramenta de vigilância alimentar e nutricional.

Objetivo: Descrever a experiência de implementação e monitoramento do Marcador de Consumo Alimentar como estratégia do Plano Operativo de Segurança Alimentar e Nutricional do CEJAM na Atenção Primária à Saúde.

Métodos: Relato de experiência desenvolvido a partir da implantação do plano operativo nas Unidades Básicas de Saúde geridas pelo CEJAM, vinculadas à Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, na Coordenadoria Regional de Saúde Sul, com atuação em territórios vulneráveis como Jardim Ângela e Capão Redondo. A experiência envolveu o registro sistemático do MCA por nutricionistas, o monitoramento dos dados e a construção do perfil nutricional da população atendida.

Resultados: A aplicação do MCA resultou em 8.755 registros válidos em 2024. Observou-se predominância de mulheres (70%), baixa prevalência de aleitamento humano exclusivo em lactentes menores de seis meses (49,5%), elevada proporção de crianças menores de dois anos sem aleitamento humano (51%), baixa diversidade alimentar mínima (22%) e consumo expressivo de alimentos ultraprocessados. Os achados foram compatíveis com dados populacionais recentes do município de São Paulo.

Conclusão: A experiência evidenciou que o uso do MCA, integrado ao Plano Operativo de Segurança Alimentar e Nutricional, é uma estratégia viável e potente para a vigilância alimentar e nutricional na APS, subsidiando o planejamento de ações em territórios socialmente vulneráveis.

https://doi.org/10.57148/bepa.%25y.v.224.41955
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References

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