Ocratoxina A em amostras de uva passa comercializadas em São Paulo, Brasil

Autores

  • Adriana Palma de Almeida Instituto Adolfo Lutz, Divisão de Bromatologia e Química, São Paulo, SP
  • Janete Alaburda Instituto Adolfo Lutz, Divisão de Bromatologia e Química, São Paulo, SP
  • Valter Ruvieri Instituto Adolfo Lutz, Divisão de Bromatologia e Química, São Paulo, SP
  • Myrna Sabino Instituto Adolfo Lutz, Divisão de Bromatologia e Química, São Paulo, SP

DOI:

https://doi.org/10.53393/rial.2006.65.32860

Palavras-chave:

ocratoxina A, OTA, uva passa, CLAE, coluna de imunoafinidade

Resumo

O presente estudo teve como objetivo avaliar uma metodologia para análise de ocratoxina A (OTA) em amostras de uva passa comercializadas em São Paulo, Brasil. A OTA foi extraída com metanol: água(80:20, v/v) e diluída com solução tampão fosfato, utilizando-se coluna de imunoafinidade para purificação da amostra. A OTA foi separada e quantificada por meio de CLAE com detector de fluorescência. Os limites de detecção e de quantificação estabelecidos foram respectivamente de 0,24 e 0,80 ng/g. Os valores de recuperação foram 81,6; 80,4 e 81,9% e os coeficientes de variação foram 6,0; 4,3 e 6,1 % respectivamente para os níveis de 2,0; 5,0 e 10,0 ng/g. De um total de vinte amostras de uvas passas pretas, 10 (50 %) continham OTA na faixa de concentrações de 1,3 a 39,1 ng/g. Todas as vinte e duas amostras de uvas passas brancas não apresentaram contaminação por OTA.

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Publicado

2006-08-01

Como Citar

1.
Almeida AP de, Alaburda J, Ruvieri V, Sabino M. Ocratoxina A em amostras de uva passa comercializadas em São Paulo, Brasil. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 1º de agosto de 2006 [citado 5º de março de 2024];65(3):171-5. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/32860

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