Fatores de risco ambientais para leishmanioses no estado da Bahia, Brasil, utilizando satélites da NASA de observação da Terra

Autores

  • Moara de Santana Martins Rodgers School of Veterinary Medicine, Louisiana State University,Louisiana,United States and NASA DEVELOP Program, Mobile County Health Department,United States
  • Maria Emilia Bavia Universidade Federal da Bahia,Salvador, BA, Brasil
  • Bernard Eichold II NASA DEVELOP Program, Mobile County Health Department,United States
  • Claire Shipman NASA DEVELOP Program, Mobile County Health Department,United States
  • Nathan Owen NASA DEVELOP Program, Mobile County Health Department,United States
  • Hunter Winstanley NASA DEVELOP Program, Mobile County Health Department,United States
  • Margaret Gordon NASA DEVELOP Program, Mobile County Health Department,United States
  • Marine Karapetyan NASA DEVELOP Program, Mobile County Health Department,United States
  • Marta Mariana Nascimento Silva Universidade Federal da Bahia,Salvador, BA, Brasil
  • Deborah Daniela Madureira Trabuco Carneiro Universidade Federal da Bahia,Salvador, BA, Brasil
  • Luciana Lobato Cardim Universidade Federal da Bahia,Salvador, BA, Brasil
  • Elivelton da Silva Fonseca School of Veterinary Medicine, Louisiana State University,Louisiana,United States
  • John Brooks Malone School of Veterinary Medicine, Louisiana State University,Louisiana,United States

DOI:

https://doi.org/10.53393/rial.2019.v78.35848

Palavras-chave:

Satélites de observação da Terra, leishmanioses, índices de vegetação, avaliação de risco

Resumo

Os satélites de observação da Terra (SOT) da NASA foram usados para calcular três índices de vegetação, extrair dados de precipitação e elevação e avaliar sua aplicabilidade para identificar o risco para leishmaniose visceral (LV) e leishmaniose tegumentar (LT) no Estado da Bahia, Brasil. Modelos de regressão mostraram que ambas as formas de leishmaniose podem ser preditas pelos NDVI, NDMI, NDWI e precipitação TRMM (R2 = 0,370; p<0,001). A elevação não foi significativamente associada à distribuição de LV ou LT. Em áreas de alta precipitação anual, a LT foi 3,6 vezes mais provável de ocorrer do que a LV. Para a umidade vegetativa (NDMI), a LT apresentou 2,11 maior probabilidade de ocorrer do que a LV. As chances de ocorrência de LT aumentaram para 5,5 vezes em relação com a vegetação (NDVI) e 13,5 vezes quando o conteúdo de água líquida dos dosséis da vegetação (NDWI) foi considerado. Áreas em risco de LT e LV foram mapeadas com base nas variáveis explicativas selecionadas. A precisão dos modelos foi avaliada usando a área sob curva característica de operação do receptor (Curva COR=0,72). Propusemos que os modelos de risco em escala estadual baseados no uso de produtos SOT são uma ferramenta útil na resolução espacial de 1 km2 por permitir que profissionais de saúde identifiquem e direcionem áreas de alto risco para evitar a transmissão da leishmaniose.

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Publicado

2019-03-29

Como Citar

de Santana Martins Rodgers, M. ., Emilia Bavia, M. ., Eichold II, B. ., Shipman, C. ., Owen, N. ., Winstanley, H. ., Gordon, M. ., Karapetyan, M. ., Mariana Nascimento Silva, M., Daniela Madureira Trabuco Carneiro, D., Lobato Cardim, L. ., da Silva Fonseca, E., & Brooks Malone, J. . . (2019). Fatores de risco ambientais para leishmanioses no estado da Bahia, Brasil, utilizando satélites da NASA de observação da Terra. Revista Do Instituto Adolfo Lutz, 78(1), 1–7. https://doi.org/10.53393/rial.2019.v78.35848

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL