Resumo
A Gerência de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde do Estado da Paraíba, em cumprimento ao programa de controle médico de saúde ocupacional, da Portaria n° 3.214, de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego, prevê que a periodicidade para a realização dos exames de monitoramento dos níveis de Colinesterase Plasmática e/ou Eritrocitária dos trabalhadores com contato direto com substâncias com potencialidade tóxica seja no mínimo semestral. O LACEN/PB atendendo a convocação para a realização das análises elaborou um projeto com o objetivo de cobrir 1.858 agentes ambientais de saúde (100%) envolvidos no controle e combate a dengue no ano de 2008 na totalidade dos 223 municípios do Estado da Paraíba. Foram aplicados questionários individuais na população alvo, e em seguida realizadas coletas de amostras de sangue para determinação cinética enzimática das concentrações dos níveis de colinesterase plasmática. Finalizada as análises, observou-se que 7,2% dos agentes apresentaram alterações nos níveis de Colinesterase Plasmática, sendo estas associadas ao manuseio inadequado dos organofosforados como o uso incompleto e/ou ausência de EPI, falhas nas técnicas de preparo do produto, técnicas de aplicação deficientes e pouca ou total falta de informações sobre a substância utilizada. Detectaram-se também fatores fisiológicos alterados por, uso de fármacos como corticosteróides, hormônios, contraceptivos, hipotensores e hipertensivos, ansiolíticos, uso de drogas ilícitas, exposição a outras substâncias tóxicas na rotina laboral e estado gestacional. Os fatores patológicos mais evidenciados foram os nutricionais, relatos de depressão, doenças crônicas como diabetes, hipertensão, lúpus, hepatite C, sífilis, herpes e outros. Diante o quadro analisado, fica evidenciada a urgência de se reestrutura e implementar Programas de Vigilância da População Exposta na Paraíba, bem como
adequar as instituições acadêmicas e de assistência do Sistema Único de Saúde, com tecnologias modernas para um diagnostico de melhor qualidade e mais precoce das doenças relacionadas a intoxicação por agrotóxicos diminuindo a sua letalidade.

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