DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE COLINESTERASE PLASMÁTICA DOS AGENTES AMBIENTAIS DO ESTADO DA PARAÍBA NO ANO DE 2008
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Vasconcelos B, Oliveira F, Ataide W, Silva G, Ayres J. DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE COLINESTERASE PLASMÁTICA DOS AGENTES AMBIENTAIS DO ESTADO DA PARAÍBA NO ANO DE 2008. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 22 de octubre de 2009 [citado 3 de marzo de 2026];68(Suplemento 1):PA-09. Disponible en: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/40933

Resumen

A Gerência de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde do Estado da Paraíba, em cumprimento ao programa de controle médico de saúde ocupacional, da Portaria n° 3.214, de 08/06/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego, prevê que a periodicidade para a realização dos exames de monitoramento dos níveis de Colinesterase Plasmática e/ou Eritrocitária dos trabalhadores com contato direto com substâncias com potencialidade tóxica seja no mínimo semestral. O LACEN/PB atendendo a convocação para a realização das análises elaborou um projeto com o objetivo de cobrir 1.858 agentes ambientais de saúde (100%) envolvidos no controle e combate a dengue no ano de 2008 na totalidade dos 223 municípios do Estado da Paraíba. Foram aplicados questionários individuais na população alvo, e em seguida realizadas coletas de amostras de sangue para determinação cinética enzimática das concentrações dos níveis de colinesterase plasmática. Finalizada as análises, observou-se que 7,2% dos agentes apresentaram alterações nos níveis de Colinesterase Plasmática, sendo estas associadas ao manuseio inadequado dos organofosforados como o uso incompleto e/ou ausência de EPI, falhas nas técnicas de preparo do produto, técnicas de aplicação deficientes e pouca ou total falta de informações sobre a substância utilizada. Detectaram-se também fatores fisiológicos alterados por, uso de fármacos como corticosteróides, hormônios, contraceptivos, hipotensores e hipertensivos, ansiolíticos, uso de drogas ilícitas, exposição a outras substâncias tóxicas na rotina laboral e estado gestacional. Os fatores patológicos mais evidenciados foram os nutricionais, relatos de depressão, doenças crônicas como diabetes, hipertensão, lúpus, hepatite C, sífilis, herpes e outros. Diante o quadro analisado, fica evidenciada a urgência de se reestrutura e implementar Programas de Vigilância da População Exposta na Paraíba, bem como
adequar as instituições acadêmicas e de assistência do Sistema Único de Saúde, com tecnologias modernas para um diagnostico de melhor qualidade e mais precoce das doenças relacionadas a intoxicação por agrotóxicos diminuindo a sua letalidade.

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Derechos de autor 2009 BBC Vasconcelos, FA Oliveira, WA Ataide, GS Silva, JCR Ayres

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