TÉCNICA DE COLORAÇÃO NEGATIVA PARA DIAGNÓSTICO RÁPIDO DE VÍRUSPOR MICROSCOPIA ELETRÔNICA (ME)
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Como Citar

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Kisielius J, Ueda M, Gouveia A, Utagawa M. TÉCNICA DE COLORAÇÃO NEGATIVA PARA DIAGNÓSTICO RÁPIDO DE VÍRUSPOR MICROSCOPIA ELETRÔNICA (ME). Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 23º de novembro de 2012 [citado 10º de janeiro de 2026];71(Suplemento 1):M-104. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/41666

Resumo

O primeiro relato sobre o uso do ME no diagnóstico de vírus foi em 1948, para identificação de vírus Smallpox em amostras clínicas. O fator limitante era a técnica de preparação que não permitia uma visualização nítida das partículas virais. Com o desenvolvimento da técnica de coloração negativa por Brenner & Horne em 1959, melhorou a identificação de partículas virais que, aliada a rapidez dapreparação, foi prontamente introduzida no diagnóstico de vírus. A detecção de virus por esta técnica é realizada a partir de diversos materiais biológicos, que permite obter um diagnóstico rápido de diversas infecções virais humanas. Este estudo tem por objetivo avaliar os vírus mais frequentes encontrados nas amostras recebidas. Foi realizado um levantamento abrangendo o período de 2007 a 2012 que envolviam rotina, pesquisa e controle de qualidade. Foram analisadas 1408 amostras: cultura de células (19,6%), fezes(27,2%), liquor (12%), urina (7,17%), lesão de pele (4,97%), fragmento de tecido (3,9%) e outros (25,20%).Destas, 1029 foram negativas e 268 amostras foram encontradas partículas virais, sendo o “SRV” (16%),rotavírus (7,5%), norovírus (5,2%), adenovírus (6,7%) e partículas de vírus tubulares (5,9%) em amostrasde fezes. O vírus herpes foi mais freqüente em conteúdo vesicular (13,8%) e o poliomavirus (5,9%) em amostras de urina e 39% foram outros tipos de vírus, como astrovírus, coronavirus, calicivirus e outros com menor frequência. Atualmente, com as técnicas moleculares que permitem diagnósticos mais sensíveis eespecíficos, a ME ficou reservada para uso em situações emergenciais. Essas situações podem ser definidascomo: a) detecção de vírus emergentes e reemergentes, b) surtos de origem desconhecida, c) colaboração com outros Laboratórios da Virologia na confirmação do agente causador, d) ataques de bioterrorismo.

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Copyright (c) 2012 JJ Kisielius, M Ueda, ARL Gouveia, ML Utagawa

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