Abstract
Os estafilococos estão envolvidos em diversas doenças, tanto na medicina humana como na veterinária. Foram estudadas a ocorrência e sensibilidade de Staphylococcus spp. em quatro comunidades carentes, no município de Campos dos Goytacazes, e um hospital, que atende a duas das comunidades estudadas. As coletas foram realizadas com auxílio de suabes estéreis, das cavidades nasais, orais e otológicas dos animais, da cavidade nasal de seres humanos e de ambientes no hospital comunitário. As bactérias foram classificadas por rotina microbiológica e classificadas por kits miniaturizados, Api ID32 Staph e interpretados pelo equipamento MiniApi. Para isolados de Staphylococcus produtores de toxinas foi empregada a técnica de imunodifusão, apenas nos isolados hospitalares. A resistência e susceptibilidade a 13 antibacterianos foram investigadas em todas as amostras. Identificaram-se 284 isolados de Staphylococcus spp., sendo 95 amostras de animais, 164 amostras de humanos e 25 amostras do ambiente hospitalar. Houve prevalência de S. intermedius e aureus nos animais enquanto em humanos e ambiente hospitalar prevaleceu S. aureus e estafilococos coagulase-negativos. Das amostras estafilocócicas testadas, o perfil de resistência frente à penicilina foi o mais prevalente, seguido de ampicilina e amoxicilina. As drogas mais eficazes contra as cepas isoladas em animais, seres humanos e hospitalares são a vancomicina e a enrofloxacina (100% de sensibilidade). No hospital investigado foram encontradas quatro amostras de Staphylococcus spp positivas para as toxinas SEA, SEB, SEC, SED e TSST-1. A multirresistencia e a presença de isolados de Staphylococcus spp. toxigênicos foram caracterizadas, conferindo um fator de risco às pessoas nas comunidades estudadas. As drogas vancomicina e enrofloxacina demonstraram a maior atividade frente aos isolados de Staphylococcus testados. Políticas públicas para prevenção de estafilococias são necessárias.

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