Resumo
A cidade de Marília tem a maior produção nacional de amendoim, isto foi o que motivou a realização deste trabalho. Avaliou-se a freqüência de aflatoxinas em diferentes variedades de amendoins crús, utilizados como matéria-prima em diversas indústrias do
município. No período de janeiro de 2005 a janeiro de 2008 foram analisadas 1627 amostras de três variedades de amendoim sendo, IAC Runner 886 (873), IAC Tatu ST (600) e IAC Caiapó (154), pelo método de Fluorimetria da “AFLATEST – VICAM”, método validado pela AOAC (Association of Official Analytical Chemists), método oficial 991.31. O limite de detecção é 1,0 ppb. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) através da RDC nº 274 de 15/10/2002 determinou que a somatória das aflatoxinas B1,
B2, G1 e G2, nos grãos de milho e amendoim não devem exceder a taxa de 20 µg/Kg. Do total de 1627 amostras analisadas 924 (56,8%) apresentaram resultados positivos para aflatoxinas, e apenas 98 (10,6%) estavam em desacordo com a legislação vigente. As variedades IAC Tatu ST com 276 (46,0%) positivas, sendo 38 (13,7%) fora dos padrões, IAC Runner 886 com 527 (60,36) e dessas 57 (10,81%) em desacordo, e IAC Caiapó 121 (78,58%) de positividade e somente 3 ( 2,5%) fora dos padrões. As variedades IAC Runner 886 e IAC Tatu ST foram as que apresentaram maior percentual de amostras contaminadas com nível ≥20 µg/kg. Os valores de contaminação encontrados foram significativos, pois os fungos em alimentos causam perdas econômicas e além disso, os toxigênicos, produtores de aflatoxinas, representam risco à saúde dos consumidores, não só de amendoim, como de todos os alimentos confeccionados com esta oleaginosa.

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