Efeito dose-resposta da imunização com proteína de SARS-CoV-2 e vesículas de membrana externa (OMVs) de Neisseria meningitidis e hidróxido de alumínio como adjuvante em camundongos
Capa da Revista do Instituto Adolfo Lutz, volume 83, suplemento 1 de 2024, referente ao XI Encontro do Instituto Adolfo Lutz sobre desafios do laboratório de saúde pública.
PDF

Palavras-chave

Neisseria meningitidis
SARS-CoV-2
Adjuvantes de vacinas

Como Citar

1.
Portilho AI, Costa HHM da, Guereschi MG, Prudencio CR, De Gaspari E. Efeito dose-resposta da imunização com proteína de SARS-CoV-2 e vesículas de membrana externa (OMVs) de Neisseria meningitidis e hidróxido de alumínio como adjuvante em camundongos. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 3º de novembro de 2024 [citado 25º de junho de 2026];83:e40653. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/41150

Resumo

As vesículas de membrana externa (OMVs) de Neisseria meningitidis tem potencial adjuvante, sendo uma opção custo-efetiva para países em desenvolvimento, como o Brasil, e o hidróxido de alumínio (HA) é um adjuvante seguro e largamente utilizado. Este trabalho avaliou a imunogenicidade da proteína Receptor binding domain (RBD)-Wuhan de SARS-CoV-2 associada à OMVs de N. meningitidis C:2a:P1.5 detoxificadas (sem lipooligossacarídeo) e HA como adjuvantes. Camundongos BALB/c receberam três doses subcutâneas contendo (A)0,5 (B)1, ou (C)1,5 μg RBD + 0,5 μg OMVs + 0,1 mM HA, ou apenas (D)1,5 μg de RBD. Camundongos naïve foram utilizados como controle. Mensurou-se níveis e avidez de IgG, e níveis de IgG1 e IgG2a por ELISA, secreção de IL-4 e IFN-γ por ELISpot, e reatividade cruzada com RBD-Omicron BA.2. Após a 1a dose não se detectou resposta humoral. Após a 2a dose, apenas B apresentou IgG maior que o controle (p < 0,001). Com a 3a dose, os grupos A, B e C apresentaram IgG maior que os grupos D e controle (p < 0,001 para todos). A avidez foi intermediária para A(46,25 ± 26,93), alta para B(85,42 ± 11,6) e C(71,05 ± 15,38), e baixa para D(24,85 ± 10,01). As médias das razões IgG1/IgG2a foram (A)5,25 ± 2,6, (B)3,92 ± 1,3, (C)5,15 ± 1,8, e (D)3,31 ± 2,2, sugerindo perfil Th2. A resposta celular também sugeriu predomínio Th2, a contagem média de spots (IFN-γ/IL-4) foi (A)124/318, (B)49/108 (B) (C)57/125, (D)40/30 e (controle)13/9. Apenas o soro dos animais imunizados com adjuvantes reconheceu a proteína RBD-Omicron BA.2, os grupos B e C foram superiores ao controle (p < 0,05 para ambos), e a avidez de todos foi intermediária:
(A)44,22 ± 24,85, (B)46,93 ± 23,14 e (C)44,11 ± 16,82. Os resultados sugeriram que combinar OMVs+HA proporcionou uma resposta humoral robusta e predomínio celular Th2 para diferentes concentrações de RBD. A concentração 1 μg induziu a melhor resposta humoral, enquanto a concentração 0,5 μg proporcionou melhor resposta celular. Um passo futuro é testar as OMVs sem o HA para avaliar sua capacidade adjuvante sozinha.

PDF
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2024 Amanda Izeli Portilho, Hernan Hermes Monteiro da Costa, Marcia Grando Guereschi , Carlos Roberto Prudencio , Elizabeth De Gaspari

Downloads

Não há dados estatísticos.