Perfil epidemiológico dos surtos alimentares elucidados laboratorialmente nas últimas décadas
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Keywords

Doenças Transmitidas por Alimentos
Perfil Epidemiológico
Doenças Bacterianas

How to Cite

1.
Peresi JTM, Teixeira IS de C, Estécio TCH, Domingues M de F, Prado EB da C, Moro DK, et al. Perfil epidemiológico dos surtos alimentares elucidados laboratorialmente nas últimas décadas. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 2024 Nov. 3 [cited 2026 Jan. 16];83:e40557. Available from: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/41218

Abstract

O estudo epidemiológico das doenças transmitidas por alimentos (DTA) permite observar alterações ao longo dos anos, especialmente àquelas relacionadas à etiologia dos patógenos envolvidos e os veículos de transmissão associados. Contudo, os dados epidemiológicos sobre estas doenças permanecem escassos, principalmente em países em desenvolvimento. O objetivo deste estudo foi relatar a ocorrência de 39 surtos de DTA elucidados laboratorialmente na região de São José do Rio Preto-SP no período de janeiro de 2004 a junho de 2024, que envolveu análise dos dados epidemiológicos de 32 surtos disponibilizados pelos órgãos de Vigilancia Sanitária e de 47 amostras de alimentos, segundo o Compendium of methods for the microbiological examination of foodsAmerican Public Health Association. Desses, pelo menos 1152 indivíduos adoeceram, 49 foram hospitalizados e um foi a óbito. Dos 39 surtos elucidados, dois revelaram mais de um agente microbiano envolvido. Os micro-organismos mais frequentemente isolados foram Staphylococcus aureus (41,0%), Salmonella spp. (33,3%) e Clostridium perfringens/sulfito redutores (20,5%). Salmonella Enteritidis representou 69,2% dos isolamentos entre as salmonelas, sendo 55,5% delas veiculadas por salada de maionese e, a ocorrência do último surto por este sorotipo foi em 2013. Os alimentos mais envolvidos foram pratos prontos à base de carnes e massas alimentícias recheadas (20,5% cada), seguido de saladas de maionese e produtos de confeitaria (12,8% cada). Os locais de ocorrência mais frequentes foram eventos (17,9%), seguido das residências (15,4%) e restaurantes/lanchonete e hospitais/unidades de saúde (12,8% cada), ressaltando que não houve informação do local em 20,5% dos episódios. Considerando a reconhecida subnotificação dos surtos de DTA e o importante papel do laboratório de saúde pública na sua elucidação, este estudo pode contribuir para o direcionamento de ações para a melhoria do sistema de investigação e notificação de surtos e, adoção de políticas públicas para o controle e prevenção destes agravos.

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Copyright (c) 2024 Jacqueline Tanury Macruz Peresi, Inara Siqueira de Carvalho Teixeira, Tania Cristina Higino Estécio, Maria de Fátima Domingues, Edinalva Bispo da Costa Prado, Dirce Kirner Moro, Leticia do Nascimento, Taimara Câmara Guedes

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