Resumen
Os parasitos Cryptosporidium spp e Isospora belli são responsáveis por quadros diarréicos em indivíduos imunocompetentes e imunocomprometidos, sendo que estes últimos podem apresentar manifestações mais severas, levando a quadros de desidratação e síndrome da má - absorção. Os pacientes HIV positivos são mais suscetíveis às infecções oportunistas causadas por estes protozoários, principalmente quando ocorre diminuição nos níveis de linfócitos TCD4+. O objetivo deste estudo foi determinar a frequência de Cryptosporidium spp e Isospora belli em pacientes HIV soropositivos da região de Taubaté, SP e relacionar com a contagem de linfócitos TCD4+. Foram pesquisadas 316 amostras de fezes de 188 pacientes no Instituto Adolfo Lutz de Taubaté no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2008. As amostras foram processadas pela técnica de concentração pelo formol-éter e coradas por Ziehl- Neelsen modificado. A citometria de fluxo foi utilizada para a contagem de linfócitos TCD4+. Neste estudo considerou-se a contagem de linfócitos T CD4+ mais próxima à data da realização do exame coproparasitológico. Foi constatado protozoários oportunistas em 15(7,9%) pacientes, sendo que 9(60%) deles realizaram a contagem de linfócitos. Observou-se oocistos de Isospora belli em 9 (60%) pacientes, de Cryptosporidium spp em 5(33,3%) pacientes. Em 1(6,6%) paciente foi observado infecção concomitante pelos dois protozoários. Dos pacientes infectados, 3(20%) apresentaram níveis de linfócitos TCD4+ inferiores a 100céls/µl, 1(6,6%) nível inferior a 200 céls/µl e 5 (33,3%) inferior a 350 céls/µl. Estudos demonstram que após a introdução da terapia anti-retroviral combinada, têm-se observado grande diminuição das infecções oportunistas em geral. Entretanto, mesmo com o tratamento anti-retroviral, pode ainda ocorrer uma diminuição nos níveis de linfócitos TCD4+ e quando estes se encontram abaixo de 350céls/µl, aumenta o risco da infecção por parasitos intestinais oportunistas e isso demonstra a
importância da realização de exames coproparasitológicos no sentido de monitorar pacientes imunocomprometidos.

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