Resumen
A maior parte de toda a energia consumida no mundo é proveniente de fontes não renováveis. Com a previsão do esgotamento destes recursos energéticos em um período de tempo relativamente curto, torna-se imprescindível a busca de fontes alternativas de energia. O uso de etanol proveniente da fermentação de matérias primas renováveis surge como uma grande alternativa para a substituição a estes combustíveis fósseis. O emprego desta biomassa como fonte de energia renovável e menos poluente, vem de encontro ao Protocolo de Kyoto. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar qual método de tratamento é mais eficiente na deslignificação do bagaço de cana-de-açúcar através da quantificação dos açúcares redutores obtidos após a hidrólise enzimática. Para obtenção de açúcares fermentáveis a partir do bagaço, primeiramente foi feita a lavagem do mesmo com água destilada a 75°C. Depois foram realizados os seguintes pré-tratamentos: explosões à vapor com água destilada, alcalina com NaOH 4%, ácida com H2SO4 10% e com H3PO4 4%. Em todos os métodos, após a explosão o bagaço foi filtrado em peneiras tamis de 60 e 100 mesh. Depois de seco até peso constante em estufa a ± 70ºC, o bagaço foi hidrolisado com enzima celulase NS 50013. A reação prosseguiu por 24 horas a 50oC em agitação constante. Depois a quantidade de açúcar redutor liberado foi determinada pelo método DNS (ácido 3,5-dinitrosalicílico). Para efeito de comparação todo o procedimento experimental descrito acima foi realizado com uma amostra de bagaço sem nenhum pré-tratamento (branco). Obteve-se uma conversão enzimática de 21,9%; 24,5%; 91,7%; 65,4% e 80% para o branco, explosões à vapor com água, com NaOH 4%, com H2SO4 10% e com H3PO4 4%, respectivamente. Os resultados obtidos demonstraram que o pré-tratamento mais eficiente foi o de explosão à vapor com NaOH 4%.

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