Resumen
O Sistema de Vigilância Epidemiológica Brasileiro tem, desde 2002, investido no diagnóstico e notificação das doenças íctero-hemorrágicas, visando ainda a detecção de possíveis doenças emergentes e re-emergentes nas diversas regiões do país. A
patologia possui como ferramenta importante para o auxílio do diagnóstico anátomopatológico das diversas síndromes a utilização, em centros de referência, da pesquisa de antígenos pelo método imuno-histoquímico em material emblocado em parafina. Objetivo: Avaliar a incidência dos diagnósticos de agentes etiológicos específicos de SFIHA nos casos examinados no Laboratório de Imuno-histoquímica do IAL no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2008. Material e Métodos: Foram submetidos ao exame imuno-histoquímico, utilizando polímeros de terceira geração marcados com enzimas, 329 casos de óbitos, fixados em formol e emblocados em parafina, oriundos de diferentes regiões brasileiras e com suspeita clínica inicial de SFIHA. Resultados: Foram realizadas pesquisas para antígenos de Hantavírus, Dengue, Febre Amarela, Rickettsia sp, Leptospira sp e Plasmodium sp. Foram detectados antígenos em 41 casos (12.5%). A positividade encontrada para cada agente pesquisado foi: Hantavírus (6), Dengue (7), Febre Amarela (5), Rickettsia sp (7), Leptospira sp (15) e Plasmodium sp (1). Quanto à procedência: 60% dos casos positivos para Febre Amarela foram do Estado de São Paulo, 33% dos casos de Hantavírus foram da região de Ribeirão Preto; 40 % dos casos de leptospirose ocorreram na Grande São Paulo; 29% dos casos de riquetsioses ocorreram na região de Campinas; e os 57% dos casos de Dengue no interior de São Paulo. O único caso positivo de Plasmodium sp foi de paciente proveniente do continente africano. Conclusão: A IHQ associada ao perfil histopatológico contribui de maneira importante para a elucidação da causa de óbito nos casos de SFIHA, permitindo o diagnóstico específico em casos sem prévia pesquisa sorológica e ainda estudos retrospectivos a partir de amostras preservadas.

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