OCORRÊNCIA DE ACIDENTES COM MATERIAIS PERFUROCORTANTES EM PROFISSIONAIS DA SAÚDE EM DOIS HOSPITAIS DE GOIÂNIA-GO
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1.
Nascimento A, Faria R, Oliveira L, Bastos C. OCORRÊNCIA DE ACIDENTES COM MATERIAIS PERFUROCORTANTES EM PROFISSIONAIS DA SAÚDE EM DOIS HOSPITAIS DE GOIÂNIA-GO. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 2009 Oct. 22 [cited 2026 Mar. 3];68(Suplemento 1):GA-08. Available from: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/40860

Abstract

Os acidentes de trabalho com material perfurocortante representam risco aos profissionais da área da saúde. Alguns agentes biológicos, como Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), Vírus da Hepatite B (VHB) e Vírus da Hepatite C (VHC) podem ser transmitidos nessas circunstâncias. Este estudo objetivou verificar a ocorrência de acidentes de trabalho com material perfurocortante em dois hospitais de Goiânia e as características dos trabalhadores da saúde envolvidos. Os dados foram obtidos através da coleta de todos os registros (2003 a 2008) de notificações de acidentes com perfurocortantes existentes no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) das instituições investigadas. Utilizou-se uma ficha padronizada para anotações dos seguintes dados: gênero, idade, área de atuação do profissional, turno de trabalho, objeto perfurocortante, utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e indicação de quimioprofilaxia. Previamente à execução deste estudo, o projeto de pesquisa foi submetido à apreciação dos Comitês de Ética em Pesquisa do Hospital Materno Infantil/SES (protocolo n°49/08) e Hospital das Clínicas/UFG (protocolo n° 112/08). Foram constatadas 204 e 43 notificações de acidentes no Hospital Materno Infantil/SES e Hospital das Clínicas/UFG, respectivamente. Evidenciou-se que os acidentes ocorreram principalmente no período diurno com indivíduos do gênero feminino e a faixa etária entre 20 a 29 anos. Todos os acidentes relatados foram do tipo percutâneo, e envolveram, principalmente, procedimentos cirúrgicos, punção venosa e a dosagem rápida de glicose - Hemoglucoteste (HGT). Verificou-se, ainda, que no momento do acidente a maioria dos profissionais utilizava EPI. A quimioprofilaxia foi necessária em alguns casos. Sugere-se a manutenção de estratégias de educação permanente para a redução de acidentes com perfurocortantes em profissionais de saúde.

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Copyright (c) 2009 AR Nascimento, RA Faria, LA Oliveira, CC Bastos

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