MONITORAMENTO DE INTOXICAÇÃO NOS TRABALHADORES DE CONTROLE DE VETORES ATRAVÉS DA COLINESTERASE SANGUÍNEA
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1.
Oshiro M, Miguita K, Salzone C, Cação V, Castro-Jr J, Santos J, et al. MONITORAMENTO DE INTOXICAÇÃO NOS TRABALHADORES DE CONTROLE DE VETORES ATRAVÉS DA COLINESTERASE SANGUÍNEA. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 2009 Oct. 22 [cited 2026 Mar. 3];68(Suplemento 1):PA-20. Available from: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/40924

Abstract

A fim de proteger a saúde dos agentes de saúde, que no desenvolvimento de suas ações, manipulam inseticidas à base de organofosforados ou carbamatos, deve-se avaliar periodicamente a atividade da colinesterase sanguínea. É uma exigência contida
nas legislações vigentes do Ministério do Trabalho e da Saúde. Estes inseticidas, utilizados no combate de vetores, são inibidores da colinesterase e podem provocar uma série de manifestações de efeitos muscarínicos, nicotínicos e neurológicos. Com o objetivo de detectar intoxicações nos trabalhadores que manipulam estes inseticidas, foram realizadas junto à SUCEN e o Centro de Vigilância e de Zoonoses de diversos municípios do Estado de São Paulo, as análises dos dois tipos de colinesterase clinicamente importantes: a acetilcolinestrase eritrocitária (ACh-E) e a butirilcolinesterase (BTCh). A primeira é importante na exposição crônica por permanecer diminuída por mais tempo e, a segunda, é mais útil na fase aguda da intoxicação. O método utilizado para a ACh-E foi o espectrofotométrico (método de Ellman), totalmente manual, enquanto que para a BTCh utilizou-se kits comerciais em equipamentos
automatizados de bioquímica. Em 2008, foram analisadas 2.330 amostras, concluindo que cerca de 1.165 trabalhadores foram monitorados. Foram constatados 06 trabalhadores com inibições de 25% dos valores de referência para a ACh-E e 03 com inibições para a BTCh. Neste nível de inibição é recomendado que estes agentes de saúde sejam afastados do trabalho até que os níveis normais das enzimas sejam restabelecidos. Porém, devem-se investigar outras condições que também inibem as colinesterases como as doenças hepáticas, sem excluir as práticas de biossegurança no trabalho. Vale ressaltar a importância do controle periódico, conforme recomendação da legislação vigente para comprovar a presença de efeitos adversos, das práticas de trabalho inadequadas ou exposição ao nível máximo tolerrável.

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Copyright (c) 2009 CT Kanamura, S Nonogaki, GM Namiyama, Y Menezes, RAP Paes, DM Souza, A Aguiar, VL Santos, MS Oyafuso, RA Brasil, VAF Alves

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