PRINCIPAIS MICRORGANISMOS ENCONTRADOS EM SECREÇÃO ENDOCERVICAL E URETRAL EM RIBEIRÃO PRETO-SP
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Como Citar

1.
Silva J, Silva P, Carneiro A, Ferreira N, Ferreira G, Medeiros M. PRINCIPAIS MICRORGANISMOS ENCONTRADOS EM SECREÇÃO ENDOCERVICAL E URETRAL EM RIBEIRÃO PRETO-SP. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 22º de outubro de 2009 [citado 3º de março de 2026];68(Suplemento 1):PA-18. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/41075

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência de microrganismos identificados em amostras de corrimento endocervical e uretral em casos de infecções genitais. Os esfregaços das secreções foram corados pelo método de Gram e submetidos à bacterioscopia enquanto que, os “swabs” colhidos e transportados em meios de Amies foram semeados em meios de Thayer Martin, Thayer Martin com VCNT (Vancomicina, Colistina, Nistatina, Trimetoprim) e biovitalex, Müeller Hinton sangue e agar Sabouraud dextrose. Os isolados foram identificados por métodos tradicionais de acordo com a suspeita clínica. O estudo foi retrospectivo de maio de 2007 a maio de 2009 e analisou os percentuais das bacterioscopias e culturas além do sexo, idade e ocorrência de HPV e/ou HIV nos pacientes. Foram analisadas 236 amostras das quais 75,4% pertenciam ao sexo feminino e 25,6% ao sexo masculino. A faixa etária mais freqüente foi de 21 a 30 anos, representando 41,10% dos pacientes. De acordo com o protocolo de coleta, 43,7% e 25,4% dos pacientes foram portadores HPV e HIV, respectivamente. Quanto à bacterioscopia, 7,2% das amostras exibiram estruturas sugestivas de Trichomonas sp; 14,4% apresentaram “clue cells”, 8,1% apresentaram diplococos Gram negativos, 7,7% leveduras e/ou pseudohifas. Quanto às culturas, em 13,6% das amostras ocorreu crescimento de Neisseria gonorroheae; em 9,4% de Candida sp; em 8,5% de Streptococcus agalactiae; em 11,0% de bacilos Gram positivos corineformes e em 8,1% houve crescimento de outros gêneros bacterianos. Os microrganismos encontrados nas secreções vaginais e uretrais demonstram a variedade de agentes patogênicos associados às infecções sexualmente transmissíveis, muitas vezes negligenciados em detrimento do destaque dado ao HIV e HPV. As infecções sexuais de origem bacteriana e fúngica merecem destaque pela freqüência em que ocorrem e pela facilidade de transmissão.

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Copyright (c) 2009 JO Silva, P Silva, AMM Carneiro, N Ferreira, GM Ferreira, MIC Medeiros

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