Impacto da pandemia de COVID-19 na frequência de micobactérias isoladas de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde do estado de São Paulo, 2018 a 2023
Capa da Revista do Instituto Adolfo Lutz, volume 83, suplemento 1 de 2024, referente ao XI Encontro do Instituto Adolfo Lutz sobre desafios do laboratório de saúde pública.
PDF

Palavras-chave

Micobactérias não Tuberculosas
Determinação
COVID-19

Como Citar

1.
Souza AR de, Gallo JF, Simeão FC dos S, Mendes F de F, Pereira AA, Chimara E. Impacto da pandemia de COVID-19 na frequência de micobactérias isoladas de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde do estado de São Paulo, 2018 a 2023. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 3º de novembro de 2024 [citado 25º de junho de 2026];83:e40638. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/41158

Resumo

O gênero Mycobacterium contempla espécies estritamente patogênicas pertencentes ao complexo M. tuberculosis (CMTB), causadoras da tuberculose, e as micobactérias não tuberculosas (MNT), microrganismos ambientais potencialmente patogênicos relacionados a infecções graves tanto em indivíduos imunocomprometidos como em sadios. Enquanto sabemos que a incidência da TB no Brasil, em 2023, foi de 37/100.000 casos/habitantes, as verdadeiras incidência e prevalência das MNT ainda não são conhecidas. O objetivo deste trabalho foi analisar a variação da frequência de micobactérias isoladas pelos laboratórios públicos do estado de São Paulo antes e após a pandemia de COVID-19. No período de janeiro de 2018 a dezembro de 2023, os isolados de micobactérias enviados ao Instituto Adolfo Lutz, foram identificados pelo teste Genotype Mycobacteria CM (Hainlifescience) e, os isolados identificados como Mycobacterium sp. foram identificados pelo método PRA-hsp65. No período foram identificados 11.155 isolados, com maioria de origem pulmonar (91,3%), sendo 2021 o ano com menor frequência. Entre 2018 e 2021 houve uma queda de 19,3% no número de isolados identificados, no entanto, 2023 apresentou um aumento de 16%, considerando o ano 2018. As espécies com maior frequência foram M. intracellulare (13,4%), M. fortuitum (9,3%), M. abscessus (8,6%), M. gordonae (7,0%), M. kansasii (5,7%) e M. avium (4,4%). O teste CM não identificou a espécie em 11,9% dos isolados, o que indica a porcentagem de espécies mais raras, as quais tiveram sua menor frequência em 2021 (7,1%). Este estudo mostra que houve uma queda no isolamento das MNT durante a pandemia de COVID-19, principalmente em 2021, e tem ocorrido um aumento no pós-pandemia. As espécies mais frequentes são as mesmas reportadas em estudos epidemiológicos, mostrando a importância destas no cenário clínico. Além disso, o isolamento de espécies menos frequentes evidencia o papel do laboratório de referência na identificação dos isolados para a solução de casos mais complicados.

PDF
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2024 Andreia Rodrigues de Souza, Juliana Failde Gallo, Fernanda Cristina dos Santos Simeão, Flávia de Freitas Mendes, Aparecida Andrade Pereira, Erica Chimara

Downloads

Não há dados estatísticos.