Diagnóstico Clínico-epidemiológico da Raiva Humana: Dados do Instituto Pasteur de São Paulo do Período de 1970-2002

Autores

  • Maria Luiza Carrieri Instituto Pasteur
  • Neide Yumie Takaoka Instituto Pasteur
  • Ivanete Kotait Instituto Pasteur
  • Pedro Manuel Leal Germano Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo – FSP/USP

Palavras-chave:

raiva humana, epidemiologia, aspectos clínicos

Resumo

A partir dos registros de óbitos por raiva humana, com confirmação laboratorial, no período de 1970 a 2002, existentes no Instituto Pasteur, foi realizado um estudo clínico-epidemiológico retrospectivo. Em relação ao Estado de procedência dos pacientes, verificou-se que 85,5% eram de São Paulo. A distribuição por sexo foi 74,9% para homens e 25,1% para mulheres, sendo que 38,4% dos óbitos foram em indivíduos de até 10 anos de idade. Verificou-se que o cão foi o responsável por 91,3% dos casos, e a maioria dos animais agressores desapareceu ou era “ignorada”, sendo a mordedura a forma de transmissão mais freqüentemente relatada. O período de incubação mínimo foi de dez dias e o mais longo registrado neste estudo foi de 715 dias. O período médio de incubação foi de 73 dias, com a mediana estabelecida em 54 dias. Em 54,2% dos casos a agressão atingiu a cabeça ou membros superiores, e em 35% a lesão foi única e superficial. O período médio de evolução da doença foi de seis dias e os sintomas mais citados na descrição clínica dos casos foram: a hidrofobia, a aerofobia, a febre e a alteração de comportamento.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Referências

Rupprecht CH; Hanlon CA; Hemachudha T. Rabies re-examined. Lancet Inf Dis 2002; 2: 327-43.

[OPAS] Organización Panamericana de la Salud. Boletín Vigilancia Epidemiologica de la Rabia en las Américas. PANAFTOSA, Rio de Janeiro. v. XXXII, 2000; 40p.

[OPAS] Organización Panamericana de la Salud. Boletín Vigilancia Epidemiologica de la Rabia en las Américas. Rio de Janeiro, PANAFTOSA. v. XXXIII 2001; 40p.

[OPAS] Organización Panamericana de la Salud. Boletín Vigilancia Epidemiologica de la Rabia en las Américas. Rio de Janeiro, PANAFTOSA. v. XXXIV 2002; 40p

Jackson AC. Pathogenesis: Rabies. San Diego: Academic Press; 2002. p. 246-274.

Acha PN; Szyfres B. Zoonosis y enfermedades transmissibles comunes al hombre y a los animales. 3 ed. Washington, DC. Organización Panamericana de la Salud, 2003. V.2, 425p.

Lafon M. Rabies virus receptors. J Neuro Virol 2005; 11:82-7.

Centers Disease Control-CDC Investigation os rabies infections in organ donor and transplant recipients – Alabama, Arkansas, Oklahoma, and Texas, 2004. Morb Mortal Wkly Rep. 2004;

Honhold N. Rabies, human, organ transplantation-Germany. Disponível em [2005 fev 25].

Jackson AC. Human Disease: Rabies. San Diego:Academic Press; 2002. p.219-244.

Willoughby Jr RE; Tieves KS; Hoffman GM; Ghanayem NS; Amlie-Lefond CM; Schwabe MJ; Chusid MJ et al. Survival after treatment of rabies with induction of coma. N Engl J Med. 2005; 352:2508-14.

Kotait I; Favoretto SR; Carrieri ML; Takaoka NY. Raiva humana causada pela variante-3 Desmodus rotundus – no Estado de São Paulo. In: Seminário Internacional Morcegos como Transmissores da Raiva; 2001 dez 3-6; São Paulo, 2002. p.70.

Warrel MJ & Warrel DA. Rabies and other lyssavirus diseases. The Lancet. 2004; 363: 959-69.

Veeraraghavan N; Gajanana A; Oonnunnii PT; Saraswathi K; Devaraj JR. Neutralizing antibody levels in natural and experimental rabies infection. Scient Rep Pasteur Inst Sth India. 1972; p.83-90.

Nilsson MR. Revisão do conceito de que raiva é sempre fatal. Bol Oficina Sanit Panam. 1970; 68:486-97.

Fekadu M; Shaddock JH; Baer GM. Intermittent excretion of rabies virus in the saliva of a dog two and six months after it had recovered from experimental rabies. Am J Trop Med Hyg. 1981; 30:113-5.

Hattwick MA & Gregg MB. The disease in man. In: Baer GM. The natural history of rabies. New York, Academic Press, 1975. p.281-304.

Baer GM e Lentz TL. Rabies pathogenesis to the central nervous system: The Natural History of Rabies. 2nd ed. Boca Ratón: CRC Press; 1991.p.106-118.

Campillo-Sainz C; Múgica CMC; Izquierdo AE; Lombardo L; Salido F. La rabia humana en México. Gac Med Mex. 1980; 116:517-33

Anand AC, Choudhary M; Nrayana VA; Dhar SR; Gangully SB. Hydrophobia in a case of viral hepatitis. J Assoc Physicians India. 1986; 34:294-6.

Sang E; Farr RW; Fisher MA; Hanna SD. Antemortem diagnosis of human rabies. J Fam Pratice. 1996; 43:83-7.

Guinto G; Felix I; Rivas A. Un caso de encefalitis rábica de larga evolución: correlación clinico patologica. Gac Méd Mex. 1986; 131:223-8.

Luna GL; Chahuayo LM; Marreros AT. Diez casos de rabia humana em Pucallpa: enero-agosto 1984. Diagnostico. 1985; 15:156-60.

Kureishi A; Xu LZ; Wu H; Stiver HG. Rabies in China: Recommendations for control. Bull WHO. 1992; 70:443-50.

Schneider MC; Almeida GA; Souza LM; Morares NB; Diaz RC. Controle da raiva no Brasil de 1980 a 1990. Rev Saúde Pública. 1996; 30:196-203

Downloads

Publicado

2006-05-31

Como Citar

1.
Carrieri ML, Yumie Takaoka N, Kotait I, Leal Germano PM. Diagnóstico Clínico-epidemiológico da Raiva Humana: Dados do Instituto Pasteur de São Paulo do Período de 1970-2002 . Bepa [Internet]. 31º de maio de 2006 [citado 25º de abril de 2024];3(29):2-8. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/BEPA182/article/view/38816

Edição

Seção

Artigo Original

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)