Qualidade proteica e eficiência alimentar de farinhas integrais de linhaça obtidas de sementes cruas e submetidas a tratamento térmico

Autores

  • Érica Aguiar Moraes Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Nutrição e Saúde, Laboratório, Viçosa, MG
  • Júlia Cristina Cardoso Carraro Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Nutrição e Saúde, Laboratório, Viçosa, MG
  • Maria Inês de Souza Dantas Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Nutrição e Saúde, Viçosa, MG
  • Neuza Maria Brunoro Costa Universidade Federal do Espírito Santo, Departamento de Zootecnia, Curso de Nutrição, Vitória, ES
  • Sônia Machado Rocha Ribeiro Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Nutrição e Saúde, Laboratório, Viçosa, MG
  • Hercia Stampini Duarte Martino Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Nutrição e Saúde, Laboratório, Viçosa, MG

DOI:

https://doi.org/10.53393/rial.2010.v69.32612

Palavras-chave:

qualidade proteica de alimentos, análises de alimentos, composição de alimentos, alimento funcional, compostos bioativos em alimentos

Resumo

A linhaça é uma oleaginosa que desperta interesse pelo seu alto teor de compostos bioativos e proteínas, embora pouco se saiba sobre as possíveis interferências desses compostos na sua qualidade proteica. Neste estudo foram avaliadas a qualidade proteica e a concentração de compostos fenólicos e de fibra alimentar em farinhas integrais de linhaça marrom crua e submetida ao tratamento térmico (150oC por 15 minutos). A qualidade proteica foi analisada em ratos Wistar recém-desmamados. Houve aumento de 2,4% no teor de fenólicos totais e redução de 10% e 80%, respectivamente, nos teores de hexafosfato e pentafosfato de mioinositol, quando a semente foi exposta ao tratamento térmico. O ganho de peso dos animais, o Coeficiente de Eficiência Alimentar, o Coeficiente de Eficiência Proteica e a Razão Proteica Líquida foram menores nos animais alimentados com dietas contendo linhaça, em comparação à caseína, porém, o tratamento térmico não interferiu na qualidade proteica da linhaça. Estudos futuros poderão esclarecer se o tratamento térmico utilizado não foi suficiente para inativar os fatores antinutricionais que afetam a digestibilidade das proteínas desse alimento.

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Publicado

2010-04-01

Como Citar

1.
Moraes Érica A, Carraro JCC, Dantas MI de S, Costa NMB, Ribeiro SMR, Martino HSD. Qualidade proteica e eficiência alimentar de farinhas integrais de linhaça obtidas de sementes cruas e submetidas a tratamento térmico. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 1º de abril de 2010 [citado 1º de março de 2024];69(4):531-6. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/32612

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