Influência de nutrientes no crescimento fúngico e na produção de fumonisinas e aflatoxinas em grãos de milho

Autores

  • Regina H. Hassegawa UNINOVE, Departamento da Ciência da Saúde, São Paulo, SP
  • Patrícia Zorzete Universidade de São Paulo, Instituto de Ciências Biomédicas, Departamento de Microbiologia, São Paulo, SP
  • Tatiana A. Reis Universidade de São Paulo, Instituto de Ciências Biomédicas, Departamento de Microbiologia, São Paulo, SP
  • Antonio Luiz Fancelli Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Departamento da Produção Vegetal, Piracicaba, SP
  • Homero Fonseca Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Departamento da Produção Vegetal, Piracicaba, SP
  • Adriana P. de Almeida Instituto Adolfo Lutz, Seção de Química Biológica, Divisão de Bromatologia e Química, São Paulo, SP
  • Benedito Corrêa Universidade de São Paulo, Instituto de Ciências Biomédicas, Departamento de Microbiologia, São Paulo, SP

DOI:

https://doi.org/10.53393/rial.2006.65.32963

Palavras-chave:

aflatoxinas, fumonisinas, grãos de milho, nutrientes, microbiota fúngica

Resumo

O presente experimento teve como objetivo correlacionar os resultados obtidos da microbiota fúngica e produção de micotoxinas com os níveis de nitrogênio, zinco e boro utilizados no plantio do milho. Foram realizados tratamentos com quatro concentrações de nitrogênio (0, 50, 100 e 150 kg/ha) de forma interativa com duas concentrações de zinco (0,5 e 1,0 kg/ha), duas concentrações de boro (0,25 e 0,5 kg/ ha) e duas concentrações de zinco mais boro (0,5 e 1,0; 0,25 e 0,5 kg/ha respectivamente), perfazendo um total de 25 tratamentos. A média de contaminação das amostras de milho pelos gêneros  Aspergillus, Penicillium e Fusarium  foi de 42,7; 38,9 e 41,5% respectivamente, principalmente na faixa de 0,53 a 0,63 de atividade de água. A análise de fumonisinas revelou uma contaminação em 100% das amostras, em níveis que variaram de 1,7 a 27,9 mg/kg para FB 1 e de 0,3 a 11,2 mg/kg para FB 2 . Foi detectada aflatoxina B 1 em 7 amostras de milho (16,0 a 1858,3  μ g/kg) e B 2 em 3 amostras (14,6 a 110,3  μ g/kg). A Análise de Variância demonstrou que o nitrogênio foi positivamente significativo (p<0,05) sobre a porcentagem de contaminação pelo gênero  Fusarium , enquanto que para o gênero  Aspergillus foi negativamente significativo (p<0,10).  

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Publicado

2006-01-07

Como Citar

1.
Hassegawa RH, Zorzete P, Reis TA, Fancelli AL, Fonseca H, de Almeida AP, Corrêa B. Influência de nutrientes no crescimento fúngico e na produção de fumonisinas e aflatoxinas em grãos de milho. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 7º de janeiro de 2006 [citado 4º de março de 2024];65(1):21-6. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/32963

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL