Desoxinivalenol (DON) em trigo e farinha de trigo comercializados na cidade de São Paulo

Autores

  • Leda C. A. Lamardo Instituto Adolfo Lutz, Divisão de Bromatologia e Química, Seção de Química Biológica, São Paulo, SP
  • Sandra A. Navas Instituto Adolfo Lutz, Divisão de Bromatologia e Química, Seção de Química Biológica, São Paulo, SP
  • Myrna Sabino Instituto Adolfo Lutz, Divisão de Bromatologia e Química, Seção de Química Biológica, São Paulo, SP

DOI:

https://doi.org/10.53393/rial.2006.65.32965

Palavras-chave:

desoxinivalenol, DON, trigo, micotoxinas

Resumo

Vinte e oito amostras de farinha de trigo e 14 amostras de trigo em grão foram adquiridos na cidade de São Paulo e analisados para determinação de desoxinivalenol (DON). As amostras foram extraidas com acetonitrila-água (84+16) seguidas de limpeza dos extratos com colunas MycoSep. A separação e a quantificação foram pela técnica da Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e a toxina visualizada com solução de AlCl 3 . A eficiência das colunas MycoSep 225 e 227 foi avaliada com amostras de farinha de trigo e trigo em grão, contaminadas com DON em dois níveis, 80,0 e 100,0 ¼g/kg. As recuperações médias das colunas 225 e 227 foram, respectivamente, 72% e 107% para farinha de trigo e 90% e 125% para trigo em grão. Os desvios padrão relativos foram 11% e 18% para farinha de trigo e 8% e 20% para trigo em grão, respectivamente. DON foi detectado em 19 (45%) das 42 amostras analisadas em níveis que variaram de 82-1500μg/kg.Algumas amostras (8) foram confirmadas por CLAE-UV.  

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Publicado

2006-01-07

Como Citar

1.
Lamardo LCA, Navas SA, Sabino M. Desoxinivalenol (DON) em trigo e farinha de trigo comercializados na cidade de São Paulo. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 7º de janeiro de 2006 [citado 3º de março de 2024];65(1):32-5. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/32965

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