Água de diálise: parâmetros físico-químicos na avaliação do desempenho das membranas de osmose reversa
PDF

Palavras-chave

água
hemodiálise
endotoxina
condutividade
nitrato
flúor
sulfato

Como Citar

1.
Simões M, Brígido BM, Mazon EMA, Pires M de FC. Água de diálise: parâmetros físico-químicos na avaliação do desempenho das membranas de osmose reversa. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 10º de fevereiro de 2005 [citado 13º de julho de 2024];64(2):173-8. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/32980

Resumo

As análises físico-químicas são instrumentos importantes para o monitoramento da qualidade da água utilizada para diálise e essas devem ser realizadas periodicamente. Com o objetivo de avaliar o desempenho das membranas de osmose reversa responsáveis pelo tratamento da água de diálise foram realizadas análises de alguns parâmetros físico-químicos. Durante o verão e inverno de 2003, foram analisadas 36 amostras de água, 18 coletadas no cavalete de entrada (P1) e 18 após osmose reversa (P2), provenientes de duas unidades hospitalares denominadas A e B. As determinações realizadas foram nitrato, sulfato, fluoreto e condutividade segundo a metodologia recomendada pelo Standard Methods for Examination of Water and Wastewater, 1995 e Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz, 1985. A pesquisa de endotoxinas bacterianas foi realizada nas 18 amostras de P2, seguindo a metodologia recomendada pela "United States Pharmacopeia" (método de formação de gel). Os resultados revelaram que a concentração dos íons fluoreto, nitrato, sulfato e condutividade nas duas unidades, após a osmose reversa foi reduzida significativamente (p<0,001), de acordo com a RDC Nº154/2004. No inverno a condutividade apresentou um aumento nos dois pontos analisados de 2,85% e 24,23%, em A e B, respectivamente. As endotoxinas bacterianas foram detectadas em duas amostras na unidade A no verão. Pelos resultados obtidos, as membranas de osmose reversa foram eficientes na remoção dos íons analisados. Manter a qualidade da água utilizada no serviço de hemodiálise é uma maneira de prevenir riscos aos pacientes.
https://doi.org/10.53393/rial.2005.64.32980
PDF

Referências

1 . Oie, S. et al. Microbial contamination of dialysate and its preventionin haemodialysis units. J. Hospital Infection 2003, 54:115-9.

2 . Pisani, B. et al. Surto de bacteriemia por Pseudomonas aeruginosa na Unidade de Hemodiálise de um hospital de Campinas, São Paulo, Brasil. Rev Inst Adolfo Lutz 2000; 59(1/2): 51-6.

3. São Paulo, Secretaria de Estado da Saúde, Centro de Vigilância. Roteirode Inspeção da Vigilância Sanitária de Serviços de Terapia renal Substitutiva, 1997.

4. Silva, A.M.M. et al. Revisão/Atualização em Diálise: Água para hemodiálise. J Bras Nefrol 1996; 18 (2):180-8.

5. Amato R.L. Water Treatment for Hemodialysis, Including the Latest AMMI Standards. J Neprol Nurs 2001; 28:612-9.

6. Azevedo S.M. et al. Human intoxication by microcystins during renaldialysis treatment in Caruaru-Brazil. Toxicology 2002; 182:441-6.

7. Favero, M.S. et al. Dialysis-associated infections and their control. J Hospital Infection 1998; 24:357-78.

8. Brasil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Resolução Diretoria Colegiada Nº154, de 15 de junho de 2004 - Diário Oficial da União, Brasília, 17 de Junho de 2004; Seção 1, p.65-69.

9. Sociedade Brasileira de Nefrologia - censos. Disponível em: URRL:http://www.sbn.org.br/ . Pesquisa realizada em março de 2004.

10. Eaton, A.D. et al. American Public Health Association (APHA). Standard Methods for Examination of Water and Wastewater, 19th ed.1995,Washington, DC, 1995,19th ed.

11. Instituto Adolfo Lutz. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos Químicos e Físico para Análise de Alimentos. São Paulo.3a.ed., Sulfato e Nitrato, 1985; V.1, p.302-30.

12. USA, Pharmacopeia, USP XXIV, Rockville, Twinbrook Parkway, Bacterial Endotoxins Test, 1995; 24:1829-30

13. Brasil, Portaria n° 518, de março de 2004, Gabinete do Ministro –Ministério Da Saúde, Diário Oficial da União n° 59 de 26/03/2004, Seção 1, pág. 266 –70.

14. Center For Disease Control & Prevention, USA e World Health Organization, Geneva, Switzerland. Epi Info 6, 1994; version 6.02.

15. USA, Association for the Advancement of Medical Instrumentation. American National Standards Institute, USA , Inc. Hemodialysis Systems. ANSI/AAMI RD5,1992; 27-58.

16. Monge, R. et al. Estacionalidad de parásitos y bacterias intestinales en hortalizas que se consumen crudas en Costa Rica. Rev Biol Trop 1996;44:369-75.

17. Simões, M. Leveduras, Pseudomonas aeruginosa e bactérias heterotróficas em água de diálise. São Paulo, 2004 [Dissertação deMestrado – Coordenação dos Institutos de Pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Instituto Adolfo Lutz].

18. Nanopure Dlamond UF. Ultrapure water system Operation Manual Series 1192, UKA, 2000.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2005 Marise Simões, Berenice Mandel Brígido, Elaine M. A. Mazon, Maria de Fátima C. Pires

Downloads

Não há dados estatísticos.