Crenças de estudantes de nutrição sobre informação e alegação nutricional em produtos alimentícios: uma aplicação da Teoria do Comportamento Planejado

Autores

  • Gabriela Macedo Fraiz Departamento de Nutrição, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil
  • Renata Labronici Bertin Departamento de Nutrição, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil
  • Caroline Opolski Medeiros Departamento de Nutrição, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.53393/rial.2019.v78.35873

Palavras-chave:

rotulagem nutricional, comportamento do consumidor, estudantes

Resumo

O trabalho teve como objetivo identificar as crenças modais salientes comportamentais, normativas e
de controle sobre o uso do rótulo nutricional de produtos alimentícios entre estudantes universitários.
Em novembro de 2015, 19 estudantes de nutrição participaram de pesquisa qualitativa exploratória,
que abordou conceitos da Teoria do Comportamento Planejado. Foram realizadas a análise de
conteúdo de dois grupos focais e a análise estatística descritiva das variáveis quantitativas. Ambos
os grupos focais mencionaram vantagens do uso de informações nutricionais, como auxílio na
realização de escolhas de alimentos saudáveis. Uma desvantagem específica associada às alegações
nutricionais mencionada, foi a influência desta na decisão de compra (crenças comportamentais). Os
alunos mencionaram seus pais e irmãos como pessoas que aprovam o uso dessa informação, quando
compram um produto (crenças normativas). Quanto às letras pequenas e à dificuldade de interpretar
o tamanho das porções, na informação nutricional nos rótulos, foram fatores que poderiam dificultar
o uso. Em relação às alegações nutricionais, por serem fáceis de ler, tenderam a estimular as decisões
de compra (crenças de controle). Foram identificadas 11 crenças modais salientes, que podem
explicar o comportamento dos participantes ao usar a informação e as alegações nutricionais

Referências

1. World Health Organization - WHO. Food
and Agriculture Organization of the United
Nations - FAO. Food labelling. 5.ed, Rome:
WHO/FAO; 2007. Available in:http://www.fao.
org/docrep/010/a1390e/a1390e00.htm

2. Temple NJ, Fraser J. Food labels: a critical
assessment. Nutrition. 2014, 30(3):257-60.
https://doi.org/10.1016/j.nut.2013.06.012

3. Hawkes C. Nutrition labels and health
claims: the global regulatory environment.
Genebra: World Health Organization; 2004.
Available in: http://apps.who.int/iris/
bitstream/10665/42964/1/9241591714.pdf

4. Christoph MJ, An R, Ellison B. Correlates of
nutrition label use among college students and
young adults: a review. Public Health Nutr.
2016;19(12):2135-48. https://doi.org/10.1017/
S1368980015003183

5. Fishbein M, Ajzen I. Predicting and
changing behavior: the reasoned action
approach. 1.ed New York: Psychology Press.
Taylor & Francis group; 2010. https://doi.
org/10.4324/9780203838020

6. Conner M, Sparks P. Theory of Planned Behaviour
and Health Behaviour. In: Conner M, Norman P,
editors. Predicting Health Behaviour. 2.ed. New York:
Open University Press; 2005. p. 170-222. Available in:
https://soh.iums.ac.ir/uploads/32_282_44_13.pdf

7. Kitzinger J. Focus groups with users and providers
of health care. In: Pope C, Mays N, editors.
Qualitative Research in Health Care. 2.ed. London:
BMJ Books; 2000. p. 20-29.

8. Brazilian Market Research Association. Brazilian
Economic Classification Criteria. 2015 and social
class distribution update for 2016. Available in: www.
abep.org/Servicos/Download.aspx?id=13

9. Gagné C, Godin G. Les théories sociales
cognitives: guide pour la mesure des variables
et le développement de questionnaire.
Québec: Bibliothèque Nationale. 1999.
Available in: https://pdfs.semanticscholar.or
g/0e2b/2f92f199f9f6939fb7b0bde04c80856c
a90e.pdf

10. Besler HT, Buyuktuncer Z, Uyar MF. Consumer
understanding and use of food and nutrition
labeling in Turkey. J Nutr Educ Behav.
2012;44(6):584-91. https://doi.org/10.1016/j.
jneb.2012.01.005

11. Cooke R, Papadaki A. Nutrition label use mediates
the positive relationship between nutrition
knowledge and attitudes towards healthy eating
with dietary quality among university students in
the UK. Appetite. 2014;83:297-303. https://doi.
org/10.1016/j.appet.2014.08.039

12. Wahlich C, Gardner B, McGowan L. How, when and
why do young women use nutrition information on
food labels? A qualitative analysis. Psychol Health.
2013;28(2):202-216. https://doi.org/10.1080/088
70446.2012.716439

13. Miller LM, Cassady DL. The effects of nutrition
knowledge on food label use. A review of the
literature. Appetite. 2015;92:207-16. https://
doi.org/10.1016/j.appet.2015.05.029

14. Hodgkins CE, Raats MM, Fife-Schaw C,
Peacock M, Gröppel-Klein A, Koenigstorfer
J et al. Guiding healthier food choice:
systematic comparison of four front-ofpack labelling systems and their effect on
judgements of product healthiness. Br J Nutr.
2015;113(10):1652-63. https://doi.org/10.1017/
S0007114515000264

15. Lim HJ, Kim MJ, Kim KW. Factors
associated with nutrition label use among
female college students applying the theor y
of planned behavior. Nutr Res Pract.
2015;9(1):63-70. https://doi.org/10.4162/
nrp.2015.9.1.63

Publicado

2019-03-29

Como Citar

Fraiz, G. M. ., Bertin, R. L. ., & Medeiros, C. O. . (2019). Crenças de estudantes de nutrição sobre informação e alegação nutricional em produtos alimentícios: uma aplicação da Teoria do Comportamento Planejado. Revista Do Instituto Adolfo Lutz, 78(1), 1–9. https://doi.org/10.53393/rial.2019.v78.35873

Edição

Seção

COMUNICAÇÃO BREVE