Frequência de enteroparasitos em mulheres não grávidas e seus filhos e grávidas atendidas em uma unidade de saúde

Autores

  • Carolina Novato Gondim Laboratório de Biologia Parasitária, Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras, MG, Brasil
  • Alexandra Almeida Pereira Chagas Laboratório de Biologia Parasitária, Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras, MG, Brasil
  • Thales Augusto Barçante Laboratório de Biologia Parasitária, Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras, MG, Brasil
  • Ingrid Marciano Alvarenga Laboratório de Biologia Parasitária, Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras, Lavras, MG, Brasil
  • Marina Martins de Oliveira Laboratório de Biologia Parasitária, Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras, Lavras, MG, Brasil
  • Joziana Muniz de Paiva Barçante Laboratório de Biologia Parasitária, Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Lavras, MG, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.53393/rial.2019.v78.35874

Palavras-chave:

saúde pública, saúde de grupos específicos, infecções parasitárias, protozoários intestinais

Resumo

As infecções parasitárias intestinais são amplamente distribuídas em todo o mundo e a população
infantil é a mais afetada. A prevalência das infecções parasitárias intestinais materna e infantil de
pacientes atendidos em uma unidade de saúde pública do município de Lagoa Santa, Minas Gerais
foi avaliada pela técnica de centrífugo sedimentação em formol-éter. A positividade foi de 41,7%
para gestantes, 37,3% para mães e 35,7% em crianças. Endolimax nana (17,1%) e Giardia intestinalis
(17,1%) foram os parasitos mais frequentemente detectados em crianças com idade inferior a dois
anos e em gestantes (33,3%). Para as mães, G. intestinalis (20,3%) foi o parasito mais prevalente
seguido de Entamoeba coli (17%). A infecção simultânea de mãe e filho foi detectada em 7 das
25 crianças infectadas. Apesar das ações de educação em saúde, melhoria no nível educacional e
acesso a serviços médicos, a frequência de infecções por endoparasitas permanece alta. A literatura
é escassa em relação ao tema e acredita-se que a deficiência na aplicação de medidas de educação
sanitária possa fazer com que mães infectadas possam contribuir para a infecção parasitária de
seus filhos, assim como os filhos podem ser fonte de infecção para suas mães.

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Publicado

2019-03-29

Como Citar

Gondim, C. N. ., Chagas, A. A. P. ., Barçante, T. A. . ., Alvarenga, . I. M. ., Oliveira, M. M. de ., & Barçante, J. M. de P. . (2019). Frequência de enteroparasitos em mulheres não grávidas e seus filhos e grávidas atendidas em uma unidade de saúde. Revista Do Instituto Adolfo Lutz, 78(1), 1–6. https://doi.org/10.53393/rial.2019.v78.35874

Edição

Seção

COMUNICAÇÃO BREVE