Influência da concentração do inóculo de cepas de Haemophilus influenzae em testes de sensibilidade a antimicrobianos
pdf

Palavras-chave

Haemophilus influenzae
Meningite bacteriana
Teste de sensibilidade
Antimicrobianos
Betalactâmicos

Como Citar

1.
Casagrande ST, Vieira M de FP, Landgraf IM, Antunes JLF. Influência da concentração do inóculo de cepas de Haemophilus influenzae em testes de sensibilidade a antimicrobianos. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 30º de junho de 1994 [citado 21º de junho de 2024];54(1):64-8. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/36537

Resumo

Haemophilus influenzae isolado de líquido cefalorraquidiano foi avaliado quanto ao perfil de sensibilidade a antimicrobianos no teste de difusão em ágar e concentração inibitória mínima (CIM). A sensibilidade de 98 cepas foi comparada em relação à ampicilina no teste de difusão em ágar com inóculo 108 UFC/mL (tubo 0.5 da escala de MacFarland) e dilluído 10-2 o qual corresponde a uma concentração final de aproximadamente 106 UFC/mL. Nos testes de difusão em ágar no qual o inóculo 108 UFC/rnL foi usado, 56 cepas foram resistentes ampicilina, ao passo que quando o inóculo 106 UFC/mL foi testado, 10 dessas cepas foram resistentes. No teste de concentração inibitória mínima somente 10 cepas apresentaram CIM >2mcg/mL, resultados estes que foram compatíveis com o halo de inibição no teste de difusão em ágar, em ambas as concentrações. A correlação do inóculo 108 UFC/mL e 106 UFC/mL no teste de difusão em ágar usando ampicilina, cefalotina, cefoxitina, fosfomicina, penicilina e sulfatrim, mostrou que a diluição do inóculo é fator significativo na determinação da sensibilidade das cepas principalmente quando testadas com antimicrobianos betalactâmicos. Esta observação conduziu à padronização do inóculo 106 UFC/mL para H. influenzae, visando a obtenção de resultados reprodutíveis e confiáveis.

https://doi.org/10.53393/rial.1994.54.36537
pdf

Referências

1. BAUER, a.W.; KIRBY, W. M. M.; SHERRIS, J.C.; TURCK, M. Antibiotic susceptibility testing by standardized single disk method. A. J. Clin. Path. 45:493- 496, 1966.

2. DOERN, G. V.; JORGENSEN, J. H.; THORNSBERRY, C.;PRESTON, D.A. Prevalence of antimicrobial resistance among clinical isolates of Haemophilus influenzae: A collaborative study. Diag. Microbiot: Infect, Dis. 4:95-107, 1986.

3. DOERN, G. V.; DAUM, G. S.; TUBERT, T. A. Ampicillin disk diffusion susceptibility of Haemophilus influenzae. J. Clin. Microbiol. 25:1675- 1678, 1987.

4. FERNANDES, P.B.; HARDY, D.; BARLER, R.; McDONALD, E.; PINTAR, J.; RAMER, N.; SWANSON, R.; GADE, E. Susceptibility testing of macrolede antibiotecs against Haemophilus influenzae and correlation of in vitro results with in vivo effecacy in a mouse septicemia model. Antimicrob. Agents. Chemother. 31:1243-1250, 1987.

5. FURTADO, L. G.; MEDERIROS, A. A. Single-disk diffusion (Kirby-Bauer) of susceptibility of Proteus mirabilis to chloranphenicol significance of the intermediate category. J. Clin. Microbiol. 12:550- 563, 1980.

6. KRONVALL, G.; RINGERTZ, S.; KARLSON, 1.; GORANSSON, E.; DORNBUSCH, K. Laboratory and species-specific interpretive breakpoints for disk diffusion tests of chloranphenicol susceptibility of Haemophilus influenzae. Antimicrob. Agents Chemother. 32:1484-1489, 1988.

7. MENDELMAN, P. M.; WILEY, E. A.; STULL, T. L.; CLAUSEN, C.; CHAFFIN, D. O. Problems with current recommendations for susceptibility testing of Haemophilus influenzae. Antimicrob. Agents Chemother. 34:1480-1484, 1990.

8. NATIONAL COMMITTEE FOR CLINICAL LABORATORY STANDARDS. Performance standards for antimicrobial disk susceptibility tests. Approved standard M2 - A3. National Committee for Clinical Laboratory Standards. Villanova, Pa, 1984.

9. NATIONAL COMMITTEE FOR CLINICAL LABORATORY STANDARS. Performance standards for antimicrobial disk susceptibility tests. Tentative Standard. M2 - T4. National Committee for Clinical Laboratory Standards. Villanova, Pa, 1988.

10. RINGERTZ, S.; LILYEQUEST-OLSON, B.; KROWALL, G. Antimicrobial susceptibility testing of Haemophilus influenzae improvement of accuracy of the disk diffusion test. J. Agents Chemoter. 26:479-489, 1990.

11. ROBERTS, D. E.; INGOLD, A.; WANT, S. V.; MAY, J. R. Osmotically stable L forms of Haemophilus influenzae and their significance in testing sensitivity to penicillim. J. Clin. Path. 27:560-564, 1974.

12. SPIEGEL, M. R. Estatística. São Paulo, McGrow-Hill, 1978.

13. TAKEDA, A. K.; UMEKITA, L. F.; BOSCARDEN, N. B.; MELLES, C. E. A.; TAUNAY, A. E. Imunoeletroforese cruzada no diagnóstico da meningite por Haemophilus influenzae tipo b. Rev. Inst. Adolfo Lutz. 34:165-169, 1979.

14. WILLIAMS, J. D.; KATTAM, S. Haemophilus species: Laboratory Methods in Antimicrobial Chematherapy. London, Churchil Levingstone, 1978. p.106-111.
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 1994 Silvana Tadeu Casagrande, Maria de Fátima Paiva Vieira, Ilka Maria Landgraf, José Leopoldo Ferreira Antunes

Downloads

Não há dados estatísticos.