Incidência de aflatoxinas em milho (Zea mays L.) com diferentes níveis de umidade, após tratamento com fungicida, armazenado em atmosfera com e sem aeração
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Palavras-chave

Milho
aflatoxinas
iprodiona
controle

Como Citar

1.
Prado G, Pinto NJA, Oliveira MS de. Incidência de aflatoxinas em milho (Zea mays L.) com diferentes níveis de umidade, após tratamento com fungicida, armazenado em atmosfera com e sem aeração. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 29º de dezembro de 1995 [citado 14º de julho de 2024];55(2):79-84. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/36545

Resumo

Foi verificada a produção de aflatoxinas em amostras de milho, cultivar BR 201, plantada em 1994, no Centro Nacional de Milho e Sorgo (EMBRAPA), em Sete Lagoas, Minas Gerais. As amostras, coletadas em duplicata, apresentando diferentes níveis de umidade, foram tratadas com solução aquosa e oleosa de Iprodiona (20ppm), seguido de um armazenamento em tambores metálicos, com e sem aeração, proporcionando uma temperatura de 18-20°C e 35-40°C, respectivamente. Os resultados encontrados mostraram uma redução dos níveis de aflatoxinas nas amostras tratadas com Iprodiona e armazenadas em atmosfera aerada. Quando o acondicionamento foi realizado em atmosfera sem aeração (temperatura 35-40 0C), o decréscimo dos teores de aflatoxinas não foi significativo, principalmente nos níveis de umidade mais elevados, indicando que temperatura e umidade são fatores importantes na biossíntese de aflatoxinas.

https://doi.org/10.53393/rial.1995.55.36545
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Copyright (c) 1995 Guilherme Prado, Nicézio Janssen Almeida Pinto, Marize Silva de Oliveira

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